7 de janeiro de 2017

Porto de Portland processa a Monsanto por contaminação

O Porto de Portland processou a gigante agro-química Monsanto por suposta contaminação da propriedade portuária.
De acordo com os detalhes do caso, que decorre no tribunal federal, a Monsanto foi acusada de ter, conscientemente, produzido químicos tóxicos desde 1937. O produto químico em questão é o composto de cloro bifenilo policlorado, conhecido como PCB, usado na pintura, calafetagem e noutras aplicações. PCB foi finalmente banido pelo governo federal em 1979, depois da confirmação da sua extrema perigosidade para os seres humanos e animais selvagens.
De acordo com o processo, um memorando da empresa, datado de 1937, revelou que a empresa sabia que o seu produto Aroclor causava uma “erupção cutânea na forma de acne”. Um relatório duas décadas depois indicou que a empresa estava ciente de que o produto era “tóxico, embora o limite real não estivesse definido com precisão”.
O porto gere actualmente quatro terminais marítimos nos rios Willamette e Columbia, bem como o aeroporto. Em todos estes locais foi documentada a presença de PCBs, que contaminam a área e áreas circunvizinhas.
John Fiske, advogado que representa o Porto de Portland, disse a meios de comunicação local: “Os prejuízos para o Porto de Portland variam entre dezenas de milhões, senão centenas de milhões de dólares, relativos a custos totais de limpeza de PCBs”.
A Agência de Protecção Ambiental (EPA) irá definir e preparar um plano de limpeza para um trecho de 10 milhas do rio, nos próximos dias.
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