O Irão vendeu mais de 13 milhões de barris de petróleo que
havia armazenado, há muito tempo, em navios-tanque no mar, capitalizando com o
corte de produção decidido pela OPEP, do qual está isento até recuperar a quota
de mercado, de acordo com fontes e dados da indústria.
Nos últimos três meses, Teerão vendeu quase metade do
petróleo que tinha armazenado em navios, no que havia ocupado muitos de seus
petroleiros, enquanto lutava para descarregar existências num mercado global
super abastecido.
A quantidade de petróleo iraniano mantida no mar diminuiu de
29,6 milhões de barris, no início de Outubro, para 16,4 milhões de barris, segundo
dados da Thomson Reuters Oil Flows. Antes desta queda acentuada, o nível pouco
tinha mudado em 2016, que era de 29,7 milhões de barris no início do ano
passado, segundo as informações. O petróleo ainda não vendido ocupa, agora,
cerca de 12 a 14 petroleiros iranianos, da sua frota de cerca de 60 navios, em
comparação com os cerca de 30 no verão passado.
O petróleo vendido nos últimos meses foi para compradores na
Ásia, incluindo China, Índia e Coreia do Sul e para países europeus, incluindo
Itália e França, de acordo com as fontes e dados disponíveis.
Teerão obteve uma clara vitória quando ficou isento do
acordo da OPEP de Novembro, não reduzindo a sua produção em 1,2 milhão de
barris por dia durante seis meses, um acordo destinado a combater o excesso de
oferta global e a fortalecer os preços do petróleo.
O país argumentou, com sucesso, que não deveria
limitar a sua produção, que apenas começou a recuperar, lentamente, após o
levantamento das sanções internacionais em Janeiro do ano passado.Artigo original

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