6 de janeiro de 2017

Ex-CEO da Hanjin acusada de abuso de informação privilegiada

A ex-presidente da Hanjin Shipping foi indiciada na sexta-feira por acusações de abuso de informação privilegiada e manipulação do mercado. Choi Eun-young é acusada de vender acções da inditosa transportadora coreana no último dia de Abril, antes de ser anunciado que iria entrar numa reestruturação por credores. Ela foi presidente da Hanjin até maio de 2015 e pensa-se que terá sido avisada sobre a reestruturação através de altos funcionários da Hanjin, em Seul, em Março do ano passado.
Também as suas duas filhas se descartaram das suas acções na Hanjin Shipping entre 8 e 20 de Abril de 2016. As acções, totalizando 967.927, foram avaliadas em 3 biliões de won (3,67 milhões USD). A venda rendeu a Choi e família cerca de 1,35 milhões de USD, tendo a Hanjin continuado a afundar no meio da desaceleração global no mercado, afirmaram as autoridades.
A casa e o escritório de Choi foram invadidos e revistados por promotores, no ano passado, numa longa investigação.
O colapso da empresa resultou em dezenas de navios abandonados ao largo de portos, com as empresas e trabalhadores portuários a recusar a descarga dos seus contentores, temendo que não seriam pagos taxas de serviço e salários.
Choi disse aos investigadores que tinha vendido os seus títulos para liquidar uma dívida pessoal, e que não sabia que a empresa estava a caminhar para a falência. Choi disse, ainda, que estava à espera de que os credores conseguissem resgatar a Hanjin Shipping.
As acusações não mencionam as filhas de Choi, Cho Yoo Kyung, 30 anos, e Cho Yoo Hong, 28, que também venderam acções na véspera do anúncio de reestruturação.
Artigo original

Sem comentários:

Enviar um comentário