A ex-presidente da Hanjin Shipping foi indiciada na
sexta-feira por acusações de abuso de informação privilegiada e manipulação do
mercado. Choi Eun-young é acusada de vender acções da inditosa transportadora
coreana no último dia de Abril, antes de ser anunciado que iria entrar numa
reestruturação por credores. Ela foi presidente da Hanjin até maio de 2015 e
pensa-se que terá sido avisada sobre a reestruturação através de altos
funcionários da Hanjin, em Seul, em Março do ano passado.
Também as suas duas filhas se descartaram das suas acções na
Hanjin Shipping entre 8 e 20 de Abril de 2016. As acções, totalizando 967.927,
foram avaliadas em 3 biliões de won (3,67 milhões USD). A venda rendeu a Choi e
família cerca de 1,35 milhões de USD, tendo a Hanjin continuado a afundar no
meio da desaceleração global no mercado, afirmaram as autoridades.
A casa e o escritório de Choi foram invadidos e revistados por
promotores, no ano passado, numa longa investigação.
O colapso da empresa resultou em dezenas de navios abandonados
ao largo de portos, com as empresas e trabalhadores portuários a recusar a
descarga dos seus contentores, temendo que não seriam pagos taxas de serviço e
salários.
Choi disse aos investigadores que tinha vendido os seus
títulos para liquidar uma dívida pessoal, e que não sabia que a empresa estava a
caminhar para a falência. Choi disse, ainda, que estava à espera de que os
credores conseguissem resgatar a Hanjin Shipping.
As acusações não mencionam as filhas de Choi, Cho Yoo
Kyung, 30 anos, e Cho Yoo Hong, 28, que também venderam acções na véspera do
anúncio de reestruturação.Artigo original

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