4 de janeiro de 2017

Afinal não foi um iceberg que “afundou” o Titanic?

De acordo com dados divulgados recentemente, pode ter sido um incêndio o que levou ao afundamento do navio mais conhecido em todo o mundo, em 1912.
O Titanic poderá ter sofrido um incêndio a bordo, nos seus paióis de carvão combustível dias antes de sair para o mar. As chamas e o calor causados pelo fogo poderão ter fragilizado o aço de que era constituído o casco do navio, tendo este não resistido ao embater no iceberg. Até hoje sempre se referiu que a fragilidade do casco se deveu a defeitos no processo de cozimento do aço de que eram feitos os rebites que selavam as chapas do costado, e que foram estes que cederam no momento do embate.
Os dados foram agora tornados públicos e podem mudar o conteúdo de uma história com mais de 100 anos.
Os investigadores afirmam que as chamas deflagraram muito antes do navio partir para os Estados Unidos, com início numa sala das máquinas do navio, antes do Titanic zarpar para Southampton, ainda no estaleiro de Belfast, na Irlanda, onde foi construído.
As fotografias, agora reveladas e que nunca tinham sido analisadas anteriormente, foram a principal matéria de análise dos investigadores e parecem mesmo comprovar a nova teoria.
A possibilidade de incêndio já havia sido ponderada, mas um fogo cerca de três semanas antes do navio iniciar viagem é um dado novo que pode mudar os contornos da história feita à volta deste luxuoso paquete.
Segundo Sean Molony, jornalista de profissão e que se dedica desde há 30 anos a investigar este acidente, revelou ao Independent “o incêndio era conhecido pelos responsáveis da White Star Line, mas que havia sido minimizado. O navio nunca deveria ter ido para o mar”.
O jornalista adianta, ainda, que são vários, os especialistas em metalurgia, que afirmam que quando se atinge uma temperatura de várias centenas de graus junto ao aço, este torna-se frágil e reduz a sua resistência até 75%. Foi uma conjugação de factores muito relevantes e que redundaram em catástrofe: fogo, gelo e negligência.
Desde que o Titanic afundou há mais de 104 anos atrás, matando mais de 1.500 homens, mulheres e crianças, que o mistério tem pairado em torno da tragédia. No entanto, não se pode afirmar que “afinal não foi um iceberg que provocou o afundamento do Titanic”. Na verdade, ninguém duvida que o navio colidiu em alta velocidade com um iceberg ao largo da costa da Terra Nova, tendo alagado e afundado por via disso mesmo.
Ou então, ter-se-ão de chamar “os investigadores e agentes” da novel série da RTP, “O Ministério do Tempo”…
Artigo original (NYTimes)

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