4 de janeiro de 2017

A radiação de Fukushima contaminou todo o oceano pacífico – e o pior está para vir

Embora a maioria das pessoas pense que o desastre nuclear de Chernobyl, na Ucrânia, foi o mais perigoso ocorrido no mundo, foi, na verdade, a radiação de Fukushima que deixou as piores consequências (e de maior impacto) na Terra. Causado por um tremor de terra em 2011, o desastre nuclear poluiu o maior oceano do mundo em apenas cinco anos. Além disso, 300 toneladas de resíduos radioactivos escorrem da central nuclear TEPCO em Fukushima, numa base diária regular.
O terremoto causou o derretimento de 3 reactores nucleares na central, o que resultou na maior libertação de radiação para a água alguma vez registada. Os produtos químicos radioactivos, em quantidades mais elevadas do que Chernobyl, continuaram a vazar para o Oceano Pacífico nos três meses seguintes ao acidente.
No entanto, surgiram novos e inquietantes factos sobre o assunto, com vários cientistas a provarem que as estimativas oficiais japonesas falharam. Em primeiro lugar, há a certeza de que a central continua a libertar resíduos nucleares no Oceano Pacífico – o que por si já é uma notícia inquietante, embora não seja a pior. É que os reactores nucleares vão continuar a libertar, provavelmente para sempre, porque a fonte da fuga é inacessível, tanto para humanos como para robôs, devido a temperaturas extremamente elevadas e não pode ser selada.
Os efeitos do desastre foram sentidos em vários locais da costa oeste da América do Norte. Logo após o desastre nuclear, peixes no Canadá começaram a sangrar das suas brânquias, bocas e globos oculares. Além disso, cientistas independentes estimaram um aumento de 300% nos níveis de radiação no oeste do Canadá, o que é um pormenor que não deve ser ignorado.
Segundo os cientistas, o Oceano Pacífico está 5 a 10 vezes mais radioactivo do que durante a Segunda Guerra Mundial, quando o governo dos EUA testou inúmeras bombas nucleares no oceano.
No pior desastre ambiental conhecido da humanidade, todo o Oceano Pacífico ficou contaminado em apenas cinco anos, mas o facto parece não ser importante, já que nem políticos, nem cientistas, parecem estar preocupados com a situação.
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