Embora a maioria das pessoas pense que o desastre nuclear de
Chernobyl, na Ucrânia, foi o mais perigoso ocorrido no mundo, foi, na verdade,
a radiação de Fukushima que deixou as piores consequências (e de maior impacto)
na Terra. Causado por um tremor de terra em 2011, o desastre nuclear poluiu o
maior oceano do mundo em apenas cinco anos. Além disso, 300 toneladas de
resíduos radioactivos escorrem da central nuclear TEPCO em Fukushima, numa base
diária regular.
O terremoto causou o derretimento de 3 reactores nucleares
na central, o que resultou na maior libertação de radiação para a água alguma
vez registada. Os produtos químicos radioactivos, em quantidades mais elevadas
do que Chernobyl, continuaram a vazar para o Oceano Pacífico nos três meses
seguintes ao acidente.
No entanto, surgiram novos e inquietantes factos sobre o assunto,
com vários cientistas a provarem que as estimativas oficiais japonesas falharam.
Em primeiro lugar, há a certeza de que a central continua a libertar resíduos
nucleares no Oceano Pacífico – o que por si já é uma notícia inquietante, embora
não seja a pior. É que os reactores nucleares vão continuar a libertar, provavelmente
para sempre, porque a fonte da fuga é inacessível, tanto para humanos como para
robôs, devido a temperaturas extremamente elevadas e não pode ser selada.
Os efeitos do desastre foram sentidos em vários locais da
costa oeste da América do Norte. Logo após o desastre nuclear, peixes no Canadá
começaram a sangrar das suas brânquias, bocas e globos oculares. Além disso,
cientistas independentes estimaram um aumento de 300% nos níveis de radiação no
oeste do Canadá, o que é um pormenor que não deve ser ignorado.
Segundo os cientistas, o Oceano Pacífico está 5 a 10 vezes
mais radioactivo do que durante a Segunda Guerra Mundial, quando o governo dos
EUA testou inúmeras bombas nucleares no oceano.
No pior desastre ambiental conhecido da humanidade,
todo o Oceano Pacífico ficou contaminado em apenas cinco anos, mas o facto parece
não ser importante, já que nem políticos, nem cientistas, parecem estar
preocupados com a situação.Artigo original

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