O departamento de previsão no Centro de Informação do Estado
(SIC) prevê que o crescimento económico chinês poderá desacelerar para 6,5%
este ano, cerca de 0,2% a menos que em 2016.
A consultora Morgan Stanley previu um crescimento do PIB da
China de 6,4% em 2017, com um rápido aumento dos preços no produtor durante o
primeiro trimestre e uma leve inflação ao consumidor ao longo do ano. As
medidas de flexibilização monetária permanecerão restritas devido aos riscos de
bolhas de activos.
Robin Xing, economista-chefe da Morgan Stanley na China, previu
que a segunda maior economia do mundo se manterá estável, embora um pouco mais retraída
a partir de 2016, com a política fiscal a ser a sua principal força motriz.
De acordo com outros analistas a China como fábrica mundial decaiu,
sendo muito difícil ajustar a sua actual estrutura industrial e a acumulação de
inventários a permanecer por mais tempo do que deveria (ou que se esperaria). Porque
a China não é, obviamente, uma economia de mercado, esta eventual diminuição de
produção não vai ser facilmente ajustável.
No ano passado fecharam em Dongguan, o centro industrial
mais famoso na China, cerca de 4.000 fábricas. Isto significa que o ciclo da
economia centrada no trabalho chegou ao fim, alertam os especialistas. Por
outro lado, a crise de recursos da China e a crise da dívida do governo local
também levantará muitos desafios para a estabilização económica da China no
próximo ano.
Por outro lado, o Goldman Sachs acredita que o estímulo governamental
elevará a inflação doméstica e depreciará a moeda, o que terá um efeito
combinado positivo na economia externa da China. Um aumento limitado da
inflação – particularmente, no sector industrial em dificuldade – deve ser
bem-vindo numa economia que tem experimentado um dos maiores aumentos da dívida
na história moderna e poderia facilitar uma desaceleração no crescimento da
alavancagem.
Michael Pettis, economista e professor de finanças da
Guanghua School of Management da Universidade de Pequim, a taxa de crescimento
sustentável da China a longo prazo está substancialmente abaixo da actual meta de
crescimento do PIB da economia e, portanto, a economia só é capaz de cumprir a
meta de crescimento, aumentando o seu endividamento.
Assim sendo, o investimento adicional faz com que os
custos reais da dívida da China cresçam mais rapidamente do que sua capacidade
real de pagamento do serviço da dívida. É por isso que os aumentos sustentados
da dívida, como os da China, são, em geral, acompanhados por uma série de consequências
adversas para a economia, incluindo um menor crescimento, maior risco de
pressões deflacionárias e maior risco de crises financeiras, adverte Pettis.Artigo original completo

Sem comentários:
Enviar um comentário