9 de janeiro de 2017

A economia da China ainda é a mais importante a observar pela maioria dos armadores

O departamento de previsão no Centro de Informação do Estado (SIC) prevê que o crescimento económico chinês poderá desacelerar para 6,5% este ano, cerca de 0,2% a menos que em 2016.
A consultora Morgan Stanley previu um crescimento do PIB da China de 6,4% em 2017, com um rápido aumento dos preços no produtor durante o primeiro trimestre e uma leve inflação ao consumidor ao longo do ano. As medidas de flexibilização monetária permanecerão restritas devido aos riscos de bolhas de activos.
Robin Xing, economista-chefe da Morgan Stanley na China, previu que a segunda maior economia do mundo se manterá estável, embora um pouco mais retraída a partir de 2016, com a política fiscal a ser a sua principal força motriz.
De acordo com outros analistas a China como fábrica mundial decaiu, sendo muito difícil ajustar a sua actual estrutura industrial e a acumulação de inventários a permanecer por mais tempo do que deveria (ou que se esperaria). Porque a China não é, obviamente, uma economia de mercado, esta eventual diminuição de produção não vai ser facilmente ajustável.
No ano passado fecharam em Dongguan, o centro industrial mais famoso na China, cerca de 4.000 fábricas. Isto significa que o ciclo da economia centrada no trabalho chegou ao fim, alertam os especialistas. Por outro lado, a crise de recursos da China e a crise da dívida do governo local também levantará muitos desafios para a estabilização económica da China no próximo ano.
Por outro lado, o Goldman Sachs acredita que o estímulo governamental elevará a inflação doméstica e depreciará a moeda, o que terá um efeito combinado positivo na economia externa da China. Um aumento limitado da inflação – particularmente, no sector industrial em dificuldade – deve ser bem-vindo numa economia que tem experimentado um dos maiores aumentos da dívida na história moderna e poderia facilitar uma desaceleração no crescimento da alavancagem.
Michael Pettis, economista e professor de finanças da Guanghua School of Management da Universidade de Pequim, a taxa de crescimento sustentável da China a longo prazo está substancialmente abaixo da actual meta de crescimento do PIB da economia e, portanto, a economia só é capaz de cumprir a meta de crescimento, aumentando o seu endividamento.
Assim sendo, o investimento adicional faz com que os custos reais da dívida da China cresçam mais rapidamente do que sua capacidade real de pagamento do serviço da dívida. É por isso que os aumentos sustentados da dívida, como os da China, são, em geral, acompanhados por uma série de consequências adversas para a economia, incluindo um menor crescimento, maior risco de pressões deflacionárias e maior risco de crises financeiras, adverte Pettis.
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