17 de abril de 2018

As novas construções da MSC ultrapassam o limite de 23.000 TEU


Os navios porta-contentores gigantes encomendados pela Mediterranean Shipping Company (MSC) aos estaleiros coreanos, no ano passado, terão 23.000 TEU, com base nos detalhes divulgados pelo fabricante alemão de motores MAN Diesel e Turbo.
Sob o acordo anunciado em Setembro de 2017, a Samsung Heavy Industries (SHI) construirá seis dos navios enquanto a Daewoo Shipping Marine Engineering (DSME) construirá os cinco restantes.
Os onze meganavios serão equipados com motores principais G95ME-C9.5, informou hoje a MAN Diesel & Turbo. O prefixo "G" significa um design de motor de curso ultralongo que reduz a velocidade do mesmo, permitindo que os navios alcancem elevada eficiência.
O curso mais longo dos motores tipo G resulta numa rotação menor para o motor que acciona a hélice. Esta menor velocidade óptima do motor permite o uso de uma hélice maior e é, em última análise, significativamente, mais eficiente em termos de propulsão do motor. Juntamente com um design de motor optimizado, as novas construções do MSC terão um consumo de combustível reduzido e emissões de CO2 reduzidas”, explicou a MAN.
Conforme informado, a Hyundai Heavy Industries (HHI-EMD) construirá os motores ME-C para o SHI, enquanto o Doosan Engine construirá os do DSME.
A MAN Diesel & Turbo também ganhou o pedido para fornecer os conjuntos geradores para cada navio, na forma de 3 unidades MAN 9L32 / 40 + 2 × MAN 6L32 / 40, a serem construídas pela STX Engine na Coreia.
A entrega dos meganavios deve iniciar em 2019, pela SHI, com o navio final da série com prazo de entrega até 15 de março de 2020, pela DSME.
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12 de abril de 2018

Hyundai Merchant Marine encomenda mega navios de contentores ecológicos

Depois do anúncio do "Plano de 5 Anos para Reconstrução do Transporte Marítimo" do governo coreano, a HMM – como principal transportadora de bandeira da Coreia – vais procurar ganhar competitividade global através da encomenda de mega navios porta-contentores ecológicos e altamente eficientes.
Para já, a HMM confirma a intenção de encomendar um total de vinte meganavios; doze acima dos 20.000 TEUs e oito de 14.000 TEUs, para os tráfegos na Ásia-Norte da Europa e Costa Leste dos EUA, respectivamente.
Considerando os diversos factores do mercado, que incluem o recente aumento do preço da nova construção naval e a disponibilidade de docas, a HMM começará a selecção de estaleiros, enviando Solicitação de Proposta (RFP) para as empresas de construção naval a partir de 10 de Abril.
Através desta intenção de novas construções, a HMM poderá assegurar uma maior competitividade da frota, com benefícios inerentes às economias de escala. Além disso, ajudará a HMM a formar uma base estável para obtenção de lucros num mercado intensamente competitivo.
Em simultâneo, a HMM vai estabelecer um novo plano de médio e longo prazo para melhorar sua competitividade global, promover a normalização do negócio e o valor para a estrutura accionista.
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Bahrain descobriu óleo de xisto com interesse comercial no offshore

O Bahrain descobriu o primeiro petróleo no lado árabe do Golfo em 1932. Demorou muito tempo para a pequena ilha encontrar algo de significado similar, mas o recente anúncio de um enorme recurso de óleo de xisto debaixo das suas águas pouco profundas não deve ser subestimado: A produção comercial de óleo de xisto offshore seria uma novidade para a indústria mundial.
Talvez mais significativo seja o facto de que essa descoberta tem o potencial de impulsionar a produção do Médio Oriente, enquanto aumenta as probabilidades de que a produção de óleo de xisto fora dos EUA e do Canadá arranque, finalmente. O Médio Oriente tem as vantagens da boa geologia, infra-estrutura petrolífera existente e falta de oposição e militância ambiental. Certamente, os produtores locais terão que oferecer condições atractivas aos investidores internacionais para compensar os custos e riscos técnicos mais elevados do que nos campos petrolíferos convencionais, fornecer água potável ou usar outras tecnologias de fracturamento hidráulico e desenvolver ou trazer empresas qualificadas em projectos não convencionais. Mas, dado que os especialistas em xisto dos EUA tendem a ficar em casa, o Bahrein oferece possibilidades de parceria interessantes a outras grandes companhias petrolíferas internacionais.
Dada a sua proximidade, os recursos recém-descobertos estendem-se, provavelmente, até as águas da Arábia e talvez do Catar. A Arábia Saudita, com a sua primeira descoberta no campo de Dammam, fica a apenas 25 quilómetros a oeste do Bahrein. Cerca de 20 quilómetros a sueste fica o Catar. Embora seja detentora das terceiras maiores reservas de gás do mundo, a produção de petróleo de Doha tem vindo a decair lentamente, pelo que a produção de óleo xisto pode dar um impulso importante.
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Maersk considera nomear mulher para CFO devido a lacuna de género na alta administração

A A.P. Moller-Maersk A / S está a considerar a contratação da sua primeira directora financeira, procurando o conglomerado centenário compensar uma lacuna crescente de género na alta administração.
O transporte marítimo é uma indústria tradicionalmente dominada pelos homens e pode ajudar a explicar por que a Maersk ainda tem a segunda pior relação de equilíbrio de género entre as principais empresas baseadas num dos países mais progressistas do mundo.
O ex-CFO da empresa, Jakob Stausholm, deixou no mês passado, inesperadamente, a equipa de gestão de topo da Maersk, liderada pelo director executivo Soren Skou, que actualmente é composta por cinco homens.
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Aquisição da OOCL pela Cosco ameaçada pela crise comercial China-EUA

O preço das acções da OOIL caíram devido à "ansiedade" dos investidores em resultado do agravamento dos laços comerciais entre a China e os EUA, o que pode afectar as aprovações regulatórias do acordo de aquisição da COSCO, de acordo com o analista de navegação global Alphaliner.
O presidente dos Estados Unidos, Trump, quer reprimir os investimentos chineses, o que pode significar que o acordo da OOIL com a empresa estatal chinesa de navegação e logística irá ser apreciado de forma mais detalhada e restritiva pelo Comité de Investimentos Estrangeiros nos Estados Unidos (CFIUS).
Se o acordo for concluído, fará da COSCO o maior serviço de transporte marítimo de contentores do Oceano Pacífico e o terceiro maior operador marítimo de contentores do mundo.
A aquisição passou, inicialmente, na avaliação antitrust americana, quevevita fusões ou aquisições anti competitivas, em 23 de Outubro de 2017. O boletim informativo da Alphaliner cita que, em Março de 2018, a COSCO confirmou que os seus terminais de contentores nos EUA estão a ser alvo de discussão na CFIUS, mas que as autoridades ainda esperam que o acordo esteja encerrado antes do prazo final de 30 de Junho.
A Alphaliner disse que “a ansiedade em relação ao agravamento dos laços comerciais sino-americanos e os esforços do governo Trump para reduzir os investimentos chineses nos EUA diminuíram o entusiasmo dos investidores pela proposta da OOIL pela COSCO”.
A empresa observa que as acções da OOIL estão a ser negociadas 12% abaixo do preço de oferta da COSCO, "com os investidores cada vez mais preocupados que o acordo possa ser bloqueado pelos reguladores dos EUA".
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10 de abril de 2018

Navio de cruzeiro MSC bateu contra cais e encalhou ao atracar (video)

Um navio de cruzeiro MSC chocou com o cais antes de encalhar, esta manhã, na ilha caribenha de Roatán, na costa das Honduras, tendo o incidente sido capturado em vídeo. O incidente ocorreu durante a atracação no porto de cruzeiros. O vídeo mostra o navio de cruzeiro paralelo ao cais, não conseguindo parar antes do choque.
O MSC Armonia foi construído em 2001 e pode acomodar 2.679 passageiros e 700 tripulantes, segundo o site da MSC Cruzeiros. O navio de 65.000 toneladas tem 275 m de comprimento e 31,7 m de boca.
Fonte + Vídeo

Pertamina enfrenta acção legal depois do derrame massivo de óleo no Bornéu

Sessenta quilómetros da costa e pelo menos 129 quilómetros quadrados do oceano foram poluídos pelo recente derrame de óleo na Baía de Balikpapan, em Kalimantan Oriental, com origem na rotura de um oleoduto submarino pertencente à petrolífera estatal da Indonésia, a Pertamina.
O derrame e o fogo que se seguiu na baía, provocou uma nuvem espessa de fumo e tirou a vida de cinco pessoas. Em simultâneo, a população local tem experimentado problemas respiratórios e náuseas devido aos gases emanados do fogo. A vida marinha também foi afectada, com 12.900 hectares de águas de pesca ao longo da costa contaminados e com dezenas de golfinhos encalhados, segundo a Greenpeace.
A Pertamina, que inicialmente negou responsabilidade, acabou por assumir que o petróleo bruto fora, de facto, derramado a partir do seu oleoduto.
A Greenpeace exige, agora, que a Pertamina assuma a responsabilidade total pelo sucedido e mostre um plano transparente e abrangente para lidar com os reflexos deste incidente.
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9 de abril de 2018

Navio com leme preso destrói mansão à beira-mar em Istambul (vídeo)

O Estreito de Bósforo foi fechado ao tráfego de navios depois que um graneleiro de 225 metros de comprimento embateu numa mansão histórica, na área marginal  de Anadolu Hisarı, no sábado, depois do seu leme ter ficado preso, causando-lhe prejuízos significativos. O acidente aconteceu depois que o leme do navio falhou indo embater contra a mansão Hekimbaşı Salih Efendi por volta das 4 da tarde. A mansão, uma construção do século XVIII, tem sido usada para abrigar casamentos e concertos, de acordo com a informação local. O navio chamado Vitaspirit navegava com destino à Ucrânia proveniente do Egipto. Não se registaram feridos ou ameaça ambiental.
O local do acidente situa-se por debaixo da ponte Fatih Sultan Mehmet, no lado asiático de Istambul, cuja costa é pontilhada por mansões luxuosas que remontam aos tempos otomanos. Os acidentes envolvendo embates de navios com estas mansões são raros, contudo. Os estreitos da Turquia estão entre as vias fluviais mais vulneráveis ​​do mundo, segundo os especialistas. Mais de 50.000 embarcações, incluindo navios-tanque que transportam óleo altamente inflamável, passam pelo Bósforo, um canal em forma de S com curvas fechadas e mudanças de correntes que representam enormes desafios, tanto para os navios, como para os quem tem de manobrar. O acidente mais mortífero ocorreu quando um petroleiro romeno e um cargueiro grego colidiram e explodiram em Novembro de 1979, matando 42 tripulantes do petroleiro romeno. O último grande acidente no estreito foi em 2003, quando um navio de bandeira da Geórgia encalhou, resultando em derrame de 480 toneladas de óleo pesado.


Maersk Honam luta contra um incêndio há mais de um mês

O incêndio que deflagrou a bordo do porta-contentores Maersk Honam de 15.262 TEUs e ceifou a vida de cinco dos 27 tripulantes, há mais de um mês (no dia 6 de março no Mar da Arábia), continua activo.
Um mês depois do incidente e carregado com 7.860 contentores, os donos das cargas ainda não fazem ideia de quando receberão as suas cargas. De acordo com o site do regulador de avarias nomeado pela empresa dinamarquesa Maersk, a Richards Hogg Lindley, acredita-se que os contentores estivados nos porões 1, 2 e 3 do navio se constituam como perda total, devido a danos causados por fogo e água.
Relatórios recentes de AIS de rebocadores de salvamento operados pela Smit e Ardent indicam que o navio atingido pelo fogo está, praticamente, parado perto de Mascate, embora a Maersk assegure que o navio não está ancorado. Os próximos passos incluem levar o navio com segurança para um porto com instalações e recursos adequados e aí descarregar. Ao que se julga, esse porto será Jebel Ali, no Dubai.
Especula-se que o motivo da demora em chegar ao porto de refúgio indicado é pelo facto navio ainda se encontrar "demasiado quente" para atracar. No entanto, o incêndio permanece sob controlo, disse um porta-voz da Maersk Line, proprietário do navio, à informação especializada.
As estimativas feitas com base em fotografias, entretanto, divulgadas, indicam que centenas de contentores na seção anterior do navio serão, provavelmente, uma perda total, embora as caixas colocadas a ré da superestrutura e na seção posterior pareçam intactas.
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Mais uma situação de temporal marítimo, entre 3ª e 4ª feira

A partir do final da manhã de 3ª feira, após a passagem de uma frente quente, uma frente fria deverá avançar lentamente, de norte para sul, ao longo de todas as regiões do continente.
A passagem desta frente, deixará precipitação mais intensa, e seguir-se-á um regime de aguaceiros, com possibilidade de trovoadas e queda de granizo, nas regiões do Norte e Centro, que no Sul, será apenas a partir da noite (a passagem a regime de aguaceiros). O dia será ventoso, em especial, no sul e durante a tarde. As rajadas máximas rondarão os 70 km/h, mas não descartamos rajadas até 90 km/h, em pontos do Alentejo e Algarve durante a tarde. Além de vento, o dia trará também temperaturas muito abaixo do normal.
De notar o agravamento das condições marítimas a partir da tarde. Esperam-se ondas de noroeste até 10-12 metros, de altura máxima, na costa ocidental, e até 4-6 metros na costa sul do Algarve, entre as 12h de 3ª e as 12h de 4ª feira. Esta situação de temporal marítimo é devida à acção conjunta de uma depressão, que virá da zona do sul da Islândia e que irá deslocar-se até ao norte da Península Ibérica, e do anticiclone que se encontra praticamente estacionado sobre os Açores
Fonte: BestWeather