5 de junho de 2017

Teekay Tankers tornou- se a maior empresa de petroleiros com a aquisição da TIL

A Teekay Tankers (TNK) listada na NYSE anunciou que tinha acordado a aquisição de todas as acções em circulação da Tanker Investments (TIL), listadas em Oslo, num acordo de fusão, consolidando a posição da Teekay como o maior armador/operador de navios-tanque de tamanho médio do mercado mundial convencional.
A frota da TIL consiste de 10 petroleiros Suezmax, 6 petroleiros Aframax e 2 petroleiros LR2 com idade média de 7,3 anos. A fusão aumentará a frota da Teekay Tankers para 62 petroleiros convencionais, que incluem 30 petroleiros Suezmax, 22 petroleiros Aframax, 9 navios petroleiros LR2 e um VLCC (já pertencente em apenas 50%).
A fusão foi aprovada pelos Conselhos de Administração da Teekay Tankers e da TIL. A Teekay informou que encerrará o processo de fusão no terceiro trimestre de 2017.
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Arábia Saudita e EAU encerram portos a navios do Qatar

Os navios com bandeira do Qatar estão impedidos de entrar em portos na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos, depois que os dois países romperam os laços diplomáticos com Doha, uma situação que aumentou os receios de interrupção do abastecimento de petróleo e gás deste membro da OPEP.
A Autoridade Saudita dos Portos notificou os agentes marítimos para que não aceitassem navios que arvoram bandeiras de Qatar ou navios pertencentes a empresas ou indivíduos do Qatar, acrescentando que mercadorias provenientes do Qatar não seriam autorizados descarregar em portos sauditas.
A Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos, o Egipto e o Bahrein cortaram, esta segunda-feira, as relações diplomáticas, incluindo ligações de transporte com o Qatar, acusando este país de apoiar o terrorismo.
O membro da OPEP, no Golfo, é o maior vendedor mundial de gás natural liquefeito (GNL), produzindo cerca de 600 mil barris de petróleo bruto por dia. Embora não seja um grande exportador de crude, o Qatar é um importante exportador de condensado, uma forma ultraleve de petróleo bruto, bem como de gás de petróleo liquefeito (GLP), com a maioria das exportações, destes combustíveis, destinada ao Japão e Coreia do Sul, através de contratos de fornecimento de longo prazo.
Esta proibição de transporte fará com que a logística da compra de petróleo bruto e condensado Qatari seja muito mais difícil.
Duas fontes da indústria disseram à Reuters na segunda-feira que o gasoduto Dolphin estava funcionando normalmente, mas as fontes da indústria e os comerciantes estão prontos para todas as eventualidades em caso de encerramento do gasoduto, o que causaria uma grande ruptura no sistema de gás dos Emirados Árabes Unidos.
O gasoduto Dolphin liga o campo gigante North Field do Qatar aos Emirados Árabes Unidos e a Omã e foi o primeiro projecto de gás transfronteiriço na região árabe do Golfo, bombeando cerca de 2 bilhões de pés cúbicos de gás por dia para os Emirados Árabes Unidos.

A disputa diplomática ocorre quando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), da qual a Arábia Saudita, os Emirados Árabes Unidos e o Qatar são membros, concordou recentemente em prolongar os cortes da produção de petróleo num esforço para aumentar os preços. No entanto, para já e segundo fontes, este corte de relações não afectará a política de preços da OPEP.

2 de junho de 2017

A APORVELA volta ao Creoula

A Aporvela volta este verão a fazer uma travessia no Creoula no âmbito do projecto APORVELA JOVEM que, todos os anos, dá aos jovens a partir dos 14 anos a oportunidade de embarcar num grande veleiro e experienciar a vida no mar fazendo parte da tripulação.
De dia 3 a 14 de julho de 2017, com partida de Lisboa, a Aporvela e o Creoula irão navegar em direcção a Figueira da Foz/Porto terminando esta travessia no regresso em Lisboa, deslocando-se sempre na zona costeira vai dar a oportunidade de admirar a costa Portuguesa.
Vem experimentar a vida a bordo de um dos barcos mais bonitos de Portugal fazendo parte da tripulação e participar em todas as actividades que permitem a navegação do Creoula como por exemplo, ver cartas náuticas, estar ao leme, manobrar as velas, aprender a fazer nós, fazer a manutenção e limpeza do Creoula, tudo isto com o mar e a mais bela paisagem do nosso país no teu horizonte.
Sabe mais » Inscrições abertas

A decisão da Trump de retirar os EUA do Acordo de Paris não deve afectar as medidas da IMO

O presidente Donald Trump declarou que vai retirar os EUA do Acordo de Paris sobre mudanças climáticas.
O acordo – assinado em Dezembro de 2015 por 195 países – visa limitar o aquecimento global baixo de 2C acima dos níveis pré-industriais, um tecto considerado perigoso pelos cientistas.
É importante notar que a decisão da Casa Branca não afecta, de forma directa, as negociações climáticas no âmbito do transporte marítimo e da Organização Marítima Internacional (OMI).
O transporte marítimo não estava incluído no Acordo de Paris e, nas negociações sobre o controlo da poluição marítima, o foco da OMI está na utilização de HFO nas águas polares e nos cortes de emissões de CO2.
Na próxima semana, a UE e a China anunciarão um novo conjunto de medidas colaborativas sobre o clima, incluindo uma promessa de “reforçar a cooperação” na OMI.
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A Navig8 vende e afreta dois navios novos

A empresa de transporte de produtos químicos Navig8 Chemical Tankers celebrou contratos de venda e afretamento (por sete anos) com a CMB Financial Leasing para dois navios-tanque químicos de aço inoxidável de 25.000 DWT.
Os navios em questão são o Navig8 Saiph e o Navig8 Sceptrum, construídos em 2017, e o produto líquido esperado da transacção foi fixado em USD 66,84 milhões. Uma parcela do produto da venda será utilizada para reembolsar os empréstimos existentes utilizados para financiar os contratos de construção de novos navios.
Contratualmente, a empresa ficou com opção de compra para readquirir os navios durante o período de afretamento - podendo exercer primeira opção desse tipo no terceiro aniversário da data de entrega de cada navio à CMB – além de estar obrigada à recompra dos navios no final do período de afretamento a casco nu.
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Hapag-Lloyd vai reduzir em 12% a sua força de trabalho

A empresa de linha alemã planeia reduzir o número de empregados após a sua fusão com a United Arab Shipping Co (UASC). O proprietário alemão confirmou os seus planos para cortar parte dos seus actuais 11 mil postos de trabalho existentes nos escritórios de todo o mundo. Os cortes de empregos decorrerão durante os próximos 18 a 24 meses. No entanto, os mais de 2.100 postos de trabalho marítimos não serão afectados pelos planos de redução.
O processo de fusão foi encerrado a 24 de maio.
A Hapag-Lloyd planeia, agora, combinar os seus 118 serviços com os 45 serviços que compunham a rede da UASC, um processo que deverá ser iniciado em, aproximadamente, oito semanas, até o final do terceiro trimestre.
A empresa combinada terá, assim, um volume estimado de transporte anual superior a 10 milhões de TEUs.

Com o encerramento da fusão, a Hapag-Lloyd assumirá o quinto lugar em termos de capacidade com 230 navios e uma capacidade de frota compartilhada de, aproximadamente, 1,6 milhão de TEUs e uma idade média de 7,2 anos.

1 de junho de 2017

Novos tipos de Scrubber apresentados na Nor-Shipping 2017

A Mitsubishi Heavy Industries e a Mitsubishi Hitachi Power Systems desenvolveram, em parceria, o primeiro depurador de gases de escape rectangular do mundo, projectado para atender às limitações de espaço dos navios porta-contentores.
O depurador baseia-se nas tecnologias de tratamento de gases de combustão da Mitusbishi para centrais térmicas. A adopção de uma configuração em forma de caixa rectangular oferece facilidade de instalação em espaços pequenos e tratamento de emissões de SOx para os motores de alto desempenho usados pelos grandes porta-contentores.
O novo depurador usa a água do mar como agente de limpeza, adoptando um simples sistema de circuito aberto no qual a entrada de água do mar é pulverizada directamente nos gases de escape. O uso efectivo de água alcalina elimina a necessidade de produtos químicos ou processamento adicional.
A configuração rectangular do equipamento é simples, permitindo uma fácil instalação em espaço do motor de convés superior, tanto em novas construções como em reequipamento em navios sem essa tecnologia, não invadindo o espaço de carga do navio. Isto é, particularmente, importante para navios porta-contentores de grande dimensão que utilizam uma estrutura de dupla ilha (casa de leme a meia-nau e casa de máquina à popa.
Este desenvolvimento técnico foi revelado na Nor-Shipping 2017 onde, ainda sob este tipo de equipamentos, a Damen Green Solutions (DGS), em parceria com a Damen Shiprepair & Conversion (DSC) e a AEC, fornecedor de depuradores, têm vindo a testar uma nova técnica para a montagem desses equipamentos. Designado apelativamente por Modular Approach, este novo processo foi projectado para reduzir o tempo que um navio precisa gastar em doca, de duas ou mais semanas, para apenas alguns dias. Esta redução dramática no tempo de inactividade será bem-vinda pelos proprietários e operadores de navios. A primeira instalação deste tipo de depurador já está em fase de entrega para o navio de carga RoRo Stena Scotia.
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Crescimento global do volume de carga estimado em 4,6%

Com base na pesquisa da Alphaliner em mais de 150 portos de todo o mundo, estima-se que a produção global portuária de contentores tenha crescido 5,8% no primeiro trimestre de 2017, pelo que o crescimento do fluxo global para o ano actual foi revisto para 4,6%, o que melhora as anteriores projecções que apontavam, apenas, para os 2% -3%.
No entanto, as taxas de crescimento nas várias regiões do globo não são uniformes, já que os portos de África, do Sul da Ásia e da América Latina mostram um forte crescimento do volume de carga, enquanto os portos do Médio Oriente, do Sudeste Asiático e do Mediterrâneo registaram ganhos relativamente fracos, embora positivos.
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Petroleiro atacado no estreito de Bab-el-Mandeb

A EU NAVFOR confirmou que, em 31 de maio de 2017, um navio petroleiro com bandeira das Ilhas Marshall foi atacado por três homens num esquife, na parte sul do estreito de Bab-el-Mandeb (BAM), no Corno de África.
O Capitão do navio relatou que o navio foi atingido por três granadas foguete, no início do ataque. O petroleiro encontra-se em segurança e está a caminho do seu próximo porto.
A EU NAVFOR observou que o BAM é uma área que não é, tradicionalmente, usada por piratas somalis para atacar navios mercantes.
Falando sobre o incidente, o porta-voz da UE NAVFOR, o Comandante Jacqui Sherriff, declarou: “A EU NAVFOR não recebeu nenhuma informação que confirme que actividades e equipamentos relacionados com pirataria tivessem sido observados durante o ataque. Isso indica que o incidente estará, provavelmente, mais relacionado com a contínua instabilidade na costa do Iémen”.
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Rickmers insolvente depois de banco não aceitar tentativa de reestruturação

A empresa marítima alemã Rickmers pediu insolvência depois que o seu maior credor, o HSH Nordbank rejeitar um plano de reestruturação.
A Rickmers é a baixa de maior vulto no sector de transporte marítimo da Alemanha e o exemplo paradigmático do agravamento da turbulência na indústria global de contentores, que luta com uma oferta excessiva de navios e um crescimento de mercado lento e insuficiente.
A Rickmers, que possui 114 navios e emprega cerca de 2000 pessoas, tinha proposto um plano de reestruturação, segundo o qual o proprietário Bertram Rickmers reduziria a sua participação a 24,9%, prescindindo a favor dos, HSH e, potencialmente, outro banco 75,1%.
Surpreendentemente, o HSH (que é credor de cerca de metade da dívida de Rickmers) rejeitou liminarmente o esse plano. Assim, o pedido de insolvência foi registado no tribunal.
De acordo com a empresa de avaliação de navios VesselsValue, os activos em frete da empresa valem cerca de US $ 661 milhões. Se forem vendidos para sucata, apenas serão valorizados em US $ 244 milhões, de acordo com os dados do VesselsValue.
A desaceleração da indústria de transporte já tinha levado à falência da 7ª maior do mundo, a linha sul-coreana Hanjin, no ano passado. Mais do que isso, levou ao maior movimento de consolidações já visto, tal como as fusões da Hamburg Süd com a Maersk e da Hapag Lloyd e UASC, n uma tentativa de reduzir custos.
O banco emprestou milhares de milhões de euros  a companhias de navegação e foi obrigado a  um segundo resgate por parte dos proprietários (entidades do sector público alemão) para fazer face às provisões para empréstimos duvidosos sobre navios.
O HSH também está no meio de um processo de privatização, pelo que não se dispôs a segurar a Rickmers, uma vez que as taxas de juros e a possibilidade de incumprimento poderem pesar sobre o já fraco interesse por parte de potenciais compradores.
O banco aumentou as suas provisões para crédito mal parado respeitantes a empréstimos ao sector de navegação em 3 mil milhões de euros em 2015 e 2 mil milhões no ano passado. A sua exposição total ao sector é de 17 mil milhões de euros, dos quais 750 milhões de euros correspondem a empréstimos à Rickmers.
As perdas da companhia marítima, em 2016, mais do que duplicaram (341 milhões de euros). Já, no ano passado, havia falhado uma tentativa de fusão com a rival E.R. Capital Holding.
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