14 de junho de 2018

Royal Caribbean adquire participação maioritária na Silversea

A empresa de cruzeiros Royal Caribbean Cruises (RCL) adquirirá uma participação accionista de 66,7% na Silversea Cruises, com base num valor empresarial de aproximadamente US $ 2 mil milhões.
A Royal Caribbean disse que o preço da parte que irá adquirir (66%) é de cerca de mil milhões de dólares americanos, acrescentando que será através da compra de dívida.
A estimativa do negócio tem por base o valor de 472.000 acções da RCL, pagável mediante o cumprimento de determinadas métricas de desempenho de 2019-2020.
Segundo disse Richard D. Fain, presidente e CEO da Royal Caribbean Cruises, "A Silversea é uma jóia da coroa e líder reconhecida em cruzeiros de luxo e expedições, dois mercados-chave em pleno crescimento". “Unir as duas empresas representa uma oportunidade extraordinária de expandir as opções de férias para os hóspedes e gerar receita em áreas de crescimento estratégico”, acrescentou Fain.
O fecho do negócio está previsto ser concluído no final do ano, sujeito às condições habituais de conclusão do negócio e aprovações regulamentares.
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Porta-contentores costeiro a arder na costa da Índia

O navio de carga geral SSL Kolkata, de 13.814 dwt, sofreu em 13 de junho uma explosão no convés, seguida de incêndio, de acordo com um comunicado da Shreyas Shipping and Logistics.
Não há relatos de derrame de óleo no local, de acordo com a Guarda Costeira da Índia, no entanto, as partes relevantes estão de prontidão para o caso de o acidente vier a resultar em derrame.
Do acidente também não resultou em danos pessoais nos 22 tripulantes do navio, que foram evacuados em segurança, confirmou a guarda costeira.
O SSL Kolkata transportava 464 contentores quando sofreu a explosão no convés e ficou em chamas, ao largo de Sandheads, Kolkata (Calcutá), e encontrava-se em viagem do porto de Krishnapatnam, na Índia, até o porto de Kolkata.
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Petroleiro químico com fogo a bordo em Cochim

O navio "MV Nalini" sofreu uma explosão seguida de incêndio, na quarta-feira à noite, quando estava ancorado a 14,5 milhas náuticas a oeste de Cochim, tendo ficado sem energia e propulsão, obrigando-o a enviar um pedido de evacuação para um dos seus tripulantes.
O tripulante ferido, um jovem de 29 anos (Yogesh Kanji Solanki, de Damão e Diu) foi transportado de helicóptero para o Medical Trust Hospital, onde foi declarado o óbito à chegada. Segundo as informações disponíveis, sofreu queimaduras em 80% do corpo.
Entretanto, a Marinha e a Guarda Costeira conseguiram debelar o incêndio no navio, que transportava nafta de Mundra, em Gujarat, para Colombo. O navio, com 22 tripulantes a bordo, foi, entretanto, rebocado para Cochim na quinta-feira. As autoridades suspeitam que um fuga de nafta possa ter sido a causa do incêndio.
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12 de junho de 2018

Repercussões da nova política italiana de recusar migrantes

A Câmara Internacional de Navegação (ICS) diz que a indústria marítima está "profundamente preocupada" com a nova política do governo italiano de fechar os seus portos a embarcações humanitárias de resgate de migrantes, que operam no Mar Mediterrâneo.
A preocupação da ICS resulta da recusa de acesso aos portos decretada ao M/V Aquarius, com mais de 600 migrantes resgatados ao largo da costa da Líbia, por parte da Itália e Malta, tendo-se a Espanha oferecido para o receber.
O ICS diz que a recusa da Itália em permitir que pessoas resgatadas desembarquem pode ter sérias implicações para a segurança e o bem-estar dessas pessoas em dificuldades, incluindo crianças e mulheres grávidas.
O ICS diz que a decisão da Itália de proibir navios humanitários repletos de migrantes resgatados inevitavelmente levará a uma pressão adicional sobre os navios mercantes que realizem resgates no mar.
"Se as embarcações das ONGs forem impedidas de desembarcar pessoas resgatadas na Itália, isso também terá implicações significativas para os navios mercantes e para o movimento do comércio em todo o Mediterrâneo, já que os navios mercantes teriam novamente que se envolver em um número maior de resgates", disse a ICS.
Segundo a Convenção sobre a Salvaguarda da Vida Humana no Mar (SOLAS) da Organização Marítima Internacional das Nações Unidas (OMI), os navios mercantes estão obrigados ao socorro de qualquer pessoa em perigo no mar.
Segundo o ICS, desde que a crise migratória no Mediterrâneo se intensificou há três anos, mais de 50.000 pessoas já foram resgatadas por navios mercantes, com muitos mais resgatados por embarcações militares e barcos operados por ONGs humanitárias.
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Limite de emissões preocupa operadores marítimos

A menos de ano e meio da entrada em vigor dos regulamentos de limite IMO de 0,5% de emissões de enxofre para o transporte marítimo comercial, as linhas de contentores estão preocupadas, já que o custo adicional de US $ 50 mil milhões pelo combustível mais ecológico poderá levá-los à falência.
"Todos nós vamos à falência", disse o presidente executivo da MOL, Junichiro Ikeda, ao "Financial Times".
Ele expressou a sua preocupação com o facto de ser improvável as transportadoras marítimas conseguirem recuperar dos carregadores o valor suficiente para mitigar o impacto do custo extra de US $ 300 a tonelada de óleo combustível com baixo teor de enxofre (LSFO).
E Ikeda tem boas razões para estar preocupado, já que as transportadoras, até hoje, nunca tiveram muito sucesso nas suas tentativas de repassar aos clientes custos extras de combustível, situação, aliás, bem ilustrada pelo prejuízo líquido acumulado pela indústria de mais de mil milhões de USD, só no primeiro trimestre deste ano, em resultado do aumento dos preços do petróleo.
Também, na década passada, o investimento sucedido pelo estabelecimento de Áreas de Controlo de Emissão de Enxofre (SECA) nos Mares do Norte e Báltico e nas costas norte-americana e canadiana, que obrigaram à troca de tanques para o LSFO, não foi compensado.
As transportadoras podem evitar a queima de LSFO recorrendo à instalação de sistemas de limpeza de gases de escape (depuradores), que removem os óxidos de enxofre prejudiciais dos gases de exaustão de caldeiras e motores dos navios, para posterior descarte em terra. Estes, no entanto, podem custar até US $ 10 milhões na sua adaptação a um grande porta-contentores – embora, em construções novas o custo adicional seja, comparativamente, pequeno no contexto do preço total.
Até há pouco tempo, a maioria das principais operadoras argumentava contra o uso de sistemas de depuração, dizendo que elas não representavam uma “solução de longo prazo”, para além de sugerirem haver problemas com a disponibilidade de HFO no pós-2020, a par de mais regulamentação (e mais rígida) da OMI.
No entanto, na semana passada, o MSC quebrou o “tabu” ao anunciar a encomenda de novos ULCVs de 23.000 TEUs equipados de origem com scrubbers (depuradores de gases de escape), além de informar o processo em curso de reequipar um “número significativo” de navios, da sua actual frota, com depuradores.
Para justificar a opção, a MSC alertou para o risco de falta de disponibilidade de LSFO, dado que as refinarias demoraram a investir em novas instalações com capacidade para produzir quantidades suficientes de destilados dentro da nova norma.
Será interessante ver se a decisão da transportadora sediada em Genebra de instalar depuradores irá influenciar a visão de sua parceira na 2M, a Maersk Line, uma vez que enfrentará a perspectiva de maiores custos unitários do que a MSC a partir de Janeiro de 2020.
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Euronav NV: Accionistas da Gener8 aprovam fusão

Os accionistas da empresa de transporte marítimo de petróleo bruto Gener8 Maritime aprovaram a fusão com a companhia de navegação petrolífera belga Euronav, em 11 de junho.
Votaram 81% dos detentores de acções da Gener8 em circulação, dos quais 98% aprovaram a fusão, pelo que, após a conclusão do negócio, a Gener8 passará a ser uma subsidiária da Euronav.
Através da fusão e das transacções relacionadas, a Euronav ficará com uma frota operacional de 74 petroleiros e dois navios FSO, composta por 43 VLCCs, 27 Suezmax, 2 ULCCs e 2 LR1s com uma capacidade de carga agregada de 19,4 milhões de toneladas de porte bruto.
A transacção não está sujeita a mais aprovações regulatórias, pelo que deve ficar concluída em 12 de Junho de 2018.
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11 de junho de 2018

IH: Exposição dedicada à cartografia

A exposição "Mapear o Mar Português: Cartografia dos Descobrimentos à Atualidade" estará patente até 14 de Setembro de 2018.
O horário das visitas é das 10h00 às 16h30, apenas nos dias úteis. Esta exposição decorrerá nas instalações do Instituto Hidrográfico, na Rua das Trinas 49, em Lisboa.

A Volvo abandona a Volvo Ocean Race


A Volvo adquiriu em 2001 uma competição de volta ao mundo à vela por etapas, que rebaptizou de Volvo Ocean Race. Agora vendeu-a, num ano em que as coisas não correram bem e no meio de grande polémica. Após 20 anos de ligação à “VOR”, o Grupo Volvo decidiu vendê-la à Atlantic Ocean Racing Espanha S.L, continuando a “apoiar” a prova, mas apenas como patrocinadora.
A Volvo Cars e a Volvo Group desenvolveram activamente a regata ao longo de todos estes anos, elevando-a a níveis de visitas recorde, tanto online como na televisão, beneficiando cidades, empresas e parceiros.
A edição actual da Volvo Ocean Race continuará conforme planeado. A transferência de propriedade e responsabilidade ocorrerá a partir do término desta edição.
A Atlantic Ocean Racing Spain, liderada por Richard Brisius, Johan Salén e Jan Litborn, já esteve envolvida em sete Volvo Ocean Races nos últimos 28 anos, o que lhe garante, à partida, bastante experiência e credibilidade. A próxima regata está prevista para 2021-2022.

Museu de Marinha distinguido nos prémios APOM 2018

A cerimónia de entrega dos prémios da Associação Portuguesa de Museologia (APOM) 2018, decorreu no passado dia 25 de maio, no Museu dos Coches e contou com a presença de Sua Excelência, o Presidente da República, assim como de sua Excelência, o Ministro da Cultura. A APOM distingue, anualmente, profissionais e instituições que trabalhem na área da Museologia e Património Portugueses, nomeadamente: museus, autarquias, instituições do ensino superior, centros de investigação, entre outros.
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9 de junho de 2018

Prédio de apartamentos? Não um navio de cruzeiro.

O ritmo de construção de novos navios de cruzeiro não abranda. À medida que o número de passageiros aumenta, há uma procura crescente por navios maiores e mais avançados. Em simultâneo, estão a ser aplicados desenvolvimentos tecnológicos inovadores na construção destes modernos navios, com alterações drásticas não apenas nas suas dimensões e equipamentos, mas também no que respeita aos materiais e tecnologia de construção. As mundialmente famosas marcas de cruzeiros, como a Royal Caribbean International, a Seabourn Cruise Line, a Celebrity Cruises, a MSC Cruises e a Star Clippers têm vindo a apresentar tecnologias únicas a bordo das suas modernas unidades. Estas inovações têm vindo a catapultar as viagens de cruzeiro para um novo nível.
Os actuais navios de cruzeiro são como gigantescos tubos flutuantes. Ao contrário dos edifícios em terra, a maioria das paredes é, na verdade, parte da estrutura do navio. “Fazer buracos” neste tubo gigante no processo de construção de diferentes partes do navio poderia enfraquecer toda a estrutura. Por isso parecerem paralelepípedos: são um tubo, embora quadrado.
O limite de tamanho para os navios de cruzeiro que passam pelo Canal do Panamá (que liga o Atlântico ao Oceano Pacífico) é conhecido como Panamax. As antigas especificações – que estavam em vigor desde a abertura do canal em 1914 – foram alteradas, desde que o terceiro conjunto de comportas do canal foi aberto em 2016, permitindo a passagem a navios maiores. Assim, o novo Panamax permite um comprimento máximo de 366 metros e uma largura máxima de 49 metros.
Para os projectistas deste tipo de navios o desafio está em conceber uma unidade em que os passageiros se esqueçam que estão nela confinados – amplas piscinas, slides e conveses de desporto e diversão, autênticos centros comerciais e jardins suspensos – ao mesmo tempo, que pretendem dar a dinâmica do movimento, lembrando-os de que estão em pleno mar – sacadas, varandas e plataformas de observação para o exterior – permitindo ao passageiro abstrair-se do ruído e não perceber que está em espaço confinado, mas em constante movimento, com paisagem aberta e em constante mutação.
Poderão parecer “feios”, “deselegantes” e, até, “monstros” aos mais puristas e conservadores amantes dos navios e dos mares. Até podem ser isso tudo, mas a lei do marketing diz que se faça o que os clientes querem, gostam e, acima de tudo, comprem.
Fotografia: Mitya Trotsky