9 de janeiro de 2023

Descarregue o guia sobre o novo regulamento MARPOL/2023

Foi publicado o novo e-book, "Introdução ao mais recente regulamento MARPOL 2023 - EEXI, CII e SEEMP III 2023".

Este guia abrangente é de leitura obrigatória para qualquer pessoa no setor de navegação, pois abrange as últimas atualizações e requisitos de conformidade com os regulamentos da MARPOL.

Neste trabalho da Marine Insight poderá encontrar as informações mais atualizadas sobre EEXI, CII e SEEMP III 2023, bem como outros aspetos importantes do regulamento MARPOL 2023.

Não perca esta oportunidade de se manter informado e estar em conformidade com a MARPOL 2023.

Clique aqui para descarregar o Guia

 

3 de janeiro de 2023

Navio do período Elizabeteano descoberto enterrado em pedreira

 

Em abril de 2022, uma equipa de uma cimenteira britânica pôs a descoberto, inesperadamente, os restos de um raro navio da era elizabeteana (Elizabeth I), quando escavava por agregados numa pedreira no promontório de Dungeness, em Kent.

O achado foi descoberto a cerca de 300 metros da costa, e surpreendeu a equipa da pedreira, que contatou arqueólogos da Wessex Archaeology para estudar os restos do navio naufragado. Reconhecendo a importância da descoberta extraordinária, o Conselho do Condado de Kent recrutou apoio especializado e financiamento de emergência da Historic England.

A história deste raro navio elizabeteano foi apresentada no Digging for Britain na BBC2, pelas 20h do dia 1º de janeiro de 2023.

Pouquíssimas embarcações do século XVI construídas na Inglaterra sobreviveram, tornando-se esta uma rara descoberta de um período fascinante na história da navegação marítima.

O final do século XVI foi um período de grande expansão do comércio, com o Canal da Mancha a servir como uma importante rota na costa atlântica da Europa.

Embora o navio permaneça não identificado, ele representa uma época em que os navios e portos ingleses desempenhavam um papel importante nesse intenso tráfego.

Mais de 100 peças de madeira do casco do navio foram recuperadas. A análise dendrocronológica, financiada pela Historic England, data as madeiras que construíram o navio entre 1558 e 1580, confirmando que era feito de carvalho inglês.

Isso coloca o navio num período de transição na construção naval do norte da Europa. Acredita-se que os navios passaram de uma construção tradicional de clínquer1 (como visto nos navios Viking) para navios construídos com estrutura (como o encontrado), onde a estrutura interna é construída primeiro e as tábuas niveladas são adicionadas posteriormente para criar um casco externo liso. Esta técnica é semelhante à utilizada no Mary Rose, construído entre 1509 e 1511, e nas naus que viriam a explorar e instalar-se nas costas atlânticas do Novo Mundo.

Embora descoberto a 300 metros do mar no que hoje é uma pedreira, os especialistas acreditam que o local teria estado no litoral e que o navio naufragou no promontório de cascalho ou foi descartado no final de sua vida útil. A sua descoberta representa uma oportunidade fascinante para entender o desenvolvimento da costa, portos e navegação deste trecho da costa de Kent.

Usando digitalização a laser e fotografia digital, os arqueólogos da Wessex Archaeology digitalizaram o navio. Uma vez concluído o trabalho, as madeiras serão enterradas no lago da pedreira onde foram descobertas, para que o lodo possa continuar a preservar os restos.

1 Os barcos clínquer de madeira são caracterizados pelo uso de pranchas de madeira longitudinais sobrepostas no casco, sendo costuradas ou rebitadas juntas.

Fonte  

Uma reconstrução digital do casco criada pela digitalização das madeiras encontradas. © Wessex Arqueologia

23 de dezembro de 2022

Mais de 800 passageiros retirados de navio em chamas em N.Y.

 

Mais de 800 pessoas tiveram de ser retiradas de um navio, esta quinta-feira, em Nova Iorque, nos EUA, devido a um incêndio na casa das máquinas.

De acordo com a ABC, o incidente aconteceu pelas 17h, horas locais, 22h em Portugal Continental, quando o barco seguia de Lower Manhattan para Staten Island.

Ao detetarem o fogo, os tripulantes agiram de imediato. A embarcação foi ancorada e os passageiros retirados, calmamente, como mostram os vídeos partilhados nas redes sociais. Nas imagens é ainda possível ver um fumo negro, bastante espesso, a preencher o navio.

Posteriormente, os passageiros foram transportados para o St. George Ferry Terminal.

Segundo os bombeiros, cinco pessoas, três dos quais tripulantes, sofreram ferimentos considerados ligeiros. Três foram transportados para o hospital.

As causas do incêndio ainda estão a ser investigadas. Os danos do navio também ainda não foram contabilizados.

O navio 'Sandy Ground' é um dos três novos navios, de 85 milhões de dólares, que o estado norte-americano colocou ao serviço da população este ano.

Fonte

Clique para assistir ao vídeo.

4 de dezembro de 2022

Protestos pelos confinamentos na China agravam a cadeia logística

 

Protestos anti confinamentos invadiram várias cidades da China, e as novas restrições sobre a Covid ameaçam as cadeias de abastecimento, de novo.

Um incêndio que matou 10 pessoas em Urumqi, capital da região oeste de Xinjiang, parece ter desencadeado a agitação generalizada e represálias das autoridades.

A cidade estava fechada há mais de 100 dias e os manifestantes saíram às ruas, culpando as restrições pela Covid de atrasar a resposta à tragédia pelos serviços de emergência e pedindo o fim do bloqueio.

Protestos semelhantes eclodiram no fim de semana em cidades como Xangai, Pequim, Guangzhou, Wuhan e Chengdu, com vídeos nas mídias sociais mostrando protestos e vigílias, em grande parte pacíficos, fora das universidades.

Numa demonstração sem precedentes de desobediência civil, os manifestantes em Xangai gritaram: “Abaixo o Partido Comunista Chinês, abaixo Xi Jinping”, informou a Reuters.

Outros manifestantes seguraram folhas de papel em branco para "representar tudo o que não podem dizer", disseram os relatórios, alguns chamando-o de "o maior ato de desafio desde a Praça da Paz Celestial".

A desobediência civil segue violentos confrontos na fábrica da iPhone da Foxconn, em Zhengzhou, na semana passada, onde os confinamentos prejudicaram a produção e reduziram as remessas da Apple da China.

Thomas Gronen, com sede em Xangai, chefe da Grande China na Fibs Logistics, disse en conferência de imprensa: “Os protestos são ações muito locais. O que afetará a cadeia de abastecimentos, mais cedo ou mais tarde, são as novas restrições impostas pela Covid. Temos bloqueios em Pequim, Wuhan, Chongqing e uma recomendação de 'trabalhar em casa' em Shenzhen.

“Também há restrições de acesso local em Suzhou, Guangzhou e Tianjin, principalmente relacionados aos requisitos de teste aos motoristas de camião. Há muito outras cidades na lista, embora estas sejam as mais importantes."

Mais informação sobre o tema

2 de dezembro de 2022

1 morto e 4 feridos após onda gigante quebrar vidros do Viking Polaris

 

Uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas quando uma enorme onda anormal atingiu o navio de cruzeiro da expedição Viking Polaris, durante uma tempestade, quando navegava no extremo sul da América do Sul. O Viking Polaris navegava na terça-feira em direção a Ushuaia, Argentina, o porto de origem dos navios de expedição para a Antártida, quando houve “um incidente de vagalhão aleatório”, disse a Viking em comunicado. O trágico evento ocorreu enquanto o navio cruzava a Passagem de Drake, quando uma enorme parede de água atingiu o navio por bombordo, danificando várias janelas da cabine no convés 2. Muitas cabines foram inundadas e destruídas, pois a água invadiu os camarotes nos decks inferiores, disse um passageiro que navegava no navio.

A Autoridade Norueguesa de Investigação de Segurança NSIA, a agência governamental responsável pela investigação de acidentes relacionados ao transporte, disse que investigará o acidente a bordo do Viking Polaris.

No vídeo abaixo, postado por Sharjah24, podem ver-se os estragos nos painéis de vidro, após o navio ter retornado a Ushuaia, após o trágico evento.

Fonte


Centro do Atlântico reúne marinhas europeias e do Golfo da Guiné

 

No dia 30 de novembro, 2022, teve lugar, em Abidjan, na Costa do Marfim, o seminário sobre boas práticas na implementação das Presenças Marítimas Coordenadas (PMC) da União Europeia no Golfo da Guiné, organizado pelo Centro do Atlântico, em parceria com a Marinha portuguesa, a Direção-Geral de Política de Defesa Nacional, o Serviço Europeu de Ação Externa e a Copresidência alemã e costa-marfinense do G7++FoGG.

O seminário juntou representantes das marinhas europeias que participam nas PMC no Golfo da Guiné, nomeadamente Portugal, França, Espanha e Itália, e de 11 países da região, assim como representantes da União Europeia, dos Estados Unidos, Brasil, Marrocos, Dinamarca e Reino Unido e das instituições regionais que suportam a arquitetura de segurança marítima no Golfo da Guiné, num total de cerca de 40 participantes.

As conclusões deste seminário foram apresentadas no primeiro dia do Plenário do G7++FoGG, que este ano reuniu mais de 150 participantes envolvidos na promoção da segurança marítima no Golfo da Guiné, e deverão resultar num documento de reflexão e informação a circular pelo Serviço Europeu de Ação Externa e pelas capitais e restantes organizações relevantes.

De entre as boas práticas identificadas, destacam-se a coordenação de nível operacional, a realização de exercícios conjuntos, treino e formação entre as marinhas europeias e as marinhas da região do Golfo da Guiné, ou a criação de guarnições mistas, como é o caso entre a Marinha portuguesa e a Guarda Costeira são-tomense​​​, com o NRP Zaire. A participação de outros parceiros, como os EUA ou o Brasil, foi também identificada como um elemento importante na capacitação regional. Por fim, a articulação entre as PMC e as instituições da arquitetura de segurança marítima no Golfo da Guiné foi considerada essencial para a melhoria das condições de segurança no mar nesta região. 

À margem deste evento, a Coordenação do Centro foi ainda recebida em audiência no Ministério dos Negócios Estrangeiros, da Integração Africana e a Diáspora, e no Ministério de Estado e da Defesa da Costa do Marfim, para discutir a participação deste país no Centro do Atlântico.​

A MSC poderá estar a equacionar sair da 2M?

Desde agosto de 2020, os corretores da MSC concluíram a aquisição de quase 250 porta-contentores no mercado de segunda mão para ultrapassar a Maersk, a sua parceira na Aliança 2M, como maior transportadora marítima em termos de capacidade, sugerindo que o acordo da aliança poderá não ser renovado quando expirar em abril de 2024.

De acordo com dados da Alphaliner, a transportadora, com sede em Genebra, opera atualmente 709 navios, garantindo uma capacidade de 4,6 milhões de TEU, em comparação com os 711 navios da Maersk que sustentam 4,3 milhões de TEU.

No entanto, a MSC tem uma enorme carteira de encomendas, de 1,75 milhões de TEU (equivalente à frota da quinta transportadora Hapag-Lloyd), enquanto a Maersk tem apenas 374.000 TEU de capacidade encomendada.

Os corretores da S&P comentaram nos media que a MSC foi de longe a transportadora "mais agressiva" durante o pico de aquisição de tonelagem de segunda mão, com apenas a CMA CGM a se aproximar, com 85 aquisições.

Fonte