2 de fevereiro de 2017

Reno e Danúbio com maiores caudais na Alemanha

Os níveis de água no Reno e no Danúbio na Alemanha aumentaram rapidamente na quarta-feira, depois das recentes chuvas e porque o tempo mais quente ajudou o descongelar da neve, aumentando as esperanças de um retorno ao transporte normal nos dois rios até ao final desta semana.
O nível das águas do Reno e o Danúbio tem estado demasiado baixo para a navegação normal desde o final de Novembro, com algumas barcaças na Alemanha apenas conseguindo navegar entre 20 e 30 por cento da sua capacidade, durante esta semana.
“As secções do sul do Reno já estão de volta ao transporte normal após o aumento dos níveis de água em 2 metros nalgumas áreas na quarta-feira”, disse um comerciante de cereais alemão. “Poderemos assistir ao retorno à navegação normal no Reno e no Danúbio já na quinta-feira.”
Os comerciantes disseram que a carga ainda estava sendo entregue. No entanto, níveis de água baixos significavam que as cargas eram divididas entre vários navios em vez de serem transportadas por um único navio, aumentando os custos de transporte para os proprietários de carga.
O Reno é uma rota de transporte importante para matérias-primas, incluindo grãos, minerais, carvão e produtos de petróleo (óleos combustível de aquecimento e rodoviário). Devido aos níveis insuficientes para a navegação fluvial, o frete estava a ser transferido para o transporte rodoviário, com os custos financeiros e ambientais inerentes.
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Primeiro sistema de armazenamento de energia para um petroleiro químico híbrido

A Corvus Energy Inc. anunciou ter sido seleccionada como fornecedora de sistema de armazenamento de energia baseado em iões de lítio (ESS) para um novo petroleiro químico híbrido que está a ser construído para a norueguesa Rederiet Stenersen. O petroleiro químico será o primeiro navio de seu tipo a utilizar um ESS para propulsão.
A Corvus Energy fornecerá sua solução de última geração Orca Energy ESS para ser integrada no sistema de propulsão da WE Tech Solutions, que proporcionará um desempenho ambiental líder no sector para este novo navio. A Orca Energy faz parte da linha de produtos Orca ESS da Corvus Energy, especificamente concebida para aplicações marítimas.
A Rederiet Stenersen AS opera uma frota de 16 navios de químicos / produtos com capacidades que variam entre os 13 e os 19.000 DWT. Todos os navios estão operam no Noroeste da Europa e estão equipados com os mais elevados padrões, a fim de satisfazer as necessidades dos clientes e as duras condições atmosféricas no norte da Europa. A utilização da solução Orca ESS da Corvus Energy para os sistemas híbridos de potência e propulsão permitirá diminuir a geração a diesel em certas operações – melhorando a eficiência, reduzindo as emissões de gases de escape e reduzindo os níveis de ruído, tornando-o o navio petroquímico mais ecológico da frota da Rederiet Stenersen.
Comunicado de imprensa

Liquidação da Hanjin Shipping com data marcada

A Hanjin Shipping iniciará os procedimentos de liquidação este mês, depois do Tribunal Distrital Central de Seul ter informado a 2 de Fevereiro que havia decidido encerrar o processo de reabilitação da empresa em dificuldades.
A empresa deveria apresentar um plano de reabilitação até 3 de Fevereiro, mas suspendeu a negociação das suas acções às 11h23 de Seul. A esse momento, o título negociava em KRW780 (USD 0.68), quase 18% mais baixo que no final da sessão anterior.
A liquidação deverá ser anunciada, pelo tribunal, em 17 de Fevereiro.
Para muitos observadores da indústria, era inevitável a liquidação para a que foi a maior companhia marítima da Coreia do Sul e sétimo maior operador de linha do mundo.
A Hanjin Shipping entrou em liquidação judicial em 1 de Setembro de 2016, após acumular mais de US $ 5 mil milhões de dívida e perder o apoio dos seus bancos. O actual desfecho adivinhava-se desde que, em Dezembro de 2016, o auditor Samil PricewaterhouseCoopers afirmou que a empresa não tinha valor como empresa no futuro.
A morte da empresa encerra mais de três anos de dificuldades financeiras devido à sobrecapacidade crónica e ao lento crescimento do volume de cargas.
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Primeira escala de navio “Isra-max” no Porto de Haifa

O porta-contentores de 13.092 TEU Maersk Elba, considerado “Isra-max” pelo Porto de Haifa, chegou ao terminal Carmel esta manhã (2 de Fevereiro de 2017).
A escala do Maersk Elba também junta, formalmente, o porto de Haifa no clube exclusivo de portos que permite a operação de navios de alta capacidade, neste caso de mega navios até 14.000 TEUs.
No entanto, a geração seguinte de navios (de 18.000 TEUs e acima) não será capaz de escalar em Israel durante os próximos anos até que os portos possam ser expandidos.
Seguindo o conceito de navios “MAX”, Haifa marcou a ocasião criando o termo “Isra-max” para o Maersk Elba e navios de até 14.000 TEUs. O Maersk Elba entrou no Terminal Carmel, tendo sido operado por quatro gruas STS com uma produtividade média de 136 contentores por hora.
No mês passado, a Companhia de Portos de Israel havia dragado e aprofundado o porto e o Terminal Carmel.
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1 de fevereiro de 2017

Destroços de submarino alemão da II Guerra Mundial encontrados no mar dos Açores

Os destroços do submarino alemão "U-581", da II Guerra Mundial, foram encontrados a quase 900 metros de profundidade, no dia 13 de Setembro de 2016, a sul de São Mateus (ilha do Pico), estando transformados num autêntico recife de coral de águas frias.
A alemã Kristen Jakobsen, que vive há 17 anos na ilha do Faial, adiantou que o submarino alemão "U-581" foi afundado a 02 de Fevereiro de 1942 pela própria tripulação junto à ilha do Pico, após ter sido perseguido e atacado pelo navio inglês “HMS Westcott”. O naufrágio está a 870 metros de profundidade e é uma oportunidade de o estudar cientificamente, porque foi colonizado por corais, sobretudo esponjas.
Artigo JN

O que a proibição de viajar para os EUA significa para as tripulações de navios

Os armadores estão a ser aconselhados pelos P&I’s a evitar rendições de tripulação nos EUA envolvendo nacionais de sete países
As tripulações estrangeiras de sete países africanos e do Oriente Médio estão proibidas, por 90 dias, de entrar em portos americanos como contraparte de uma ordem executiva do presidente Trump destinada “a proteger os EUA do terrorismo”.
As ONG’s de carácter religioso e humanitário, que mantém um diálogo permanente com a US Customs and Border Protection (CBP), confirmaram que tripulações originárias da Síria, Iémen, Sudão, Somália, Iraque, Irão e Líbia – os países afectados pela ordem executiva do presidente dos EUA, Donald Trump, assinada em 27 de Janeiro – não serão autorizados a sair a terra ou autorizados a entrar nos Estados Unidos com vistos de trânsito “C-1” para embarcar nos seus navios.
 “Embora o CBP não tenha adiantado nada sobre emergências médicas, a ordem executiva fornece alguma margem de manobra quando alega o “caso a caso”, disse o director do SCI Douglas Stevenson ao IHS Fairplay.
As rendições de tripulantes nos EUA envolvendo marítimos daqueles sete países indicados pela ordem de Trump não serão permitidas, de acordo com o escritório de advocacia Freehill Hogan & Mahar, especialista em direito marítimo. “Portanto, recomenda-se que para os próximos 90 dias, os armadores devem evitar alterações de tripulação nos EUA envolvendo tripulantes de qualquer um desses sete países”. Embora os navios que transportam tripulações dos países afectados provavelmente não serão sujeitos à proibição temporária, “não ficaria surpreso se um navio fosse ordenado a colocar guardas de segurança contratados no corredor da embarcação para garantir que tais membros da tripulação não possam sair do navio”, observou a empresa de advogados.
Já hoje, houve informação de que também foram apertados critérios de entrada a nacionais de outros países, como Brasil e Argentina, passando, por exemplo, a serem necessárias entrevistas presenciais para alguns casos em que antes eram dispensadas – http://www.tvi24.iol.pt/internacional/vistos/trump-aperta-criterios-de-entrada-nso-eua-tambem-a-brasileiros.
De acordo com o mais recente relatório BIMCO / ICS Manpower publicado no ano passado, os cinco principais países fornecedores de mão-de-obra marítima são a China, Filipinas, Indonésia, Rússia e Ucrânia. O número de tripulantes dos sete países afectados pela proibição de imigração é provavelmente mínimo, segundo o director executivo da Associação do Ministério Marítimo da América do Norte.
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Leixões movimentou 18,3 milhões de toneladas de mercadorias

O movimento de mercadorias no Porto de Leixões em 2016 atingiu o total de 18,3 milhões de toneladas, com um aumento de +18,9% na carga ro-ro, de +4,5% na carga geral fraccionada e de +6,6% na carga contentorizada, face ao ano anterior.
Apesar da evolução positiva na maior parte dos segmentos, o movimento de mercadorias total registou uma quebra (-2,72%) relativamente a 2015, devido à redução da movimentação de granéis, tanto sólidos como líquidos.
Comunicado APDL

Precisam ser desmantelados mais de uma centena de Panamaxes

A expansão do Canal do Panamá causou a redundância de navios Panamax. Apesar do enorme número de navios Panamax clássicos enviado para a sucata, o sector continua sob pressão, já que, pelo menos, mais cem outros navios deste tipo precisam ser desmantelados, para que o segmento recupere novamente, de acordo com a Alphaliner.
Um total de 130 unidades com capacidades entre os 4.000 e os 5.100 TEUs foi retirado da frota mundial desde 2009, incluindo 44 unidades desmanteladas nos últimos quatro meses. Actualmente, a frota Panamax conta com 563 navios, contra as 643 unidades de há dois anos.
No final de 2016, dois navios Panamax de 4.250 TEU, o India Rickmers, construído em 2009, e o Hammonia Grenada (com bandeira da Madeira), construído em 2010, tornaram-se nos navios porta-contentores mais jovens a serem desmantelados, mas o ritmo de desmantelamento ainda é insuficiente.
As taxas de fretamento estão, actualmente, ultra baixas, a níveis subopex (inferiores às despesas operacionais), tendo caído abaixo de USD 5.000 por dia em Julho do ano passado, situando-se, agora, em apenas USD 4.000 - USD 4.350 por dia.
Desde a inauguração das novas comportas do Canal do Panamá, em Junho do ano passado, foram removidos desta rota 133 navios Panamax convencionais. Apenas 88 navios destes ainda se mantêm em serviços trans-Panamá, em comparação com as 221 unidades no início de Junho de 2016.
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OMC contra o proteccionismo

A economia mundial deve ser cautelosa para não entrar em guerras comerciais que destruirão empregos, disse o director-geral da Organização Mundial do Comércio, Roberto Azevedo.
O recado irá, certamente, para Donald Trump, que promete mudanças radicais na política comercial com o “seu” objectivo de proteger os trabalhadores norte-americanos.
“Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que o principal motor da mudança é a tecnologia e a inovação. Atacando o comércio não vai ajudar. Colocar barreiras comerciais não ajudará em nada”, segundo o brasileiro.
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Navio da Marinha dos EUA encalhou no Mar do Japão

Um cruzador de mísseis teleguiados da Marinha dos EUA encalhou no Japão devido a mau tempo. Ninguém ficou ferido no incidente que envolveu o USS Antietam.
De acordo com o “Navy Times”, o Antietam estava ancorado perto do seu porto base de Yokosuka, no Japão, quando garrou devido a ventos fortes. A tripulação apercebeu-se de que o cruzador estava a garrar âncora e conseguiram colocar os motores do navio em cima. No entanto, isso não impediu que o navio tivesse tocado o fundo e levado à perda (derrame) de mais de 4 mil litros de óleo combustível. O navio foi rebocado para o porto após o incidente. O governo dos Estados Unidos notificou as autoridades japonesas e está a levar a efeito trabalhos de limpeza.
O USS Antietam é um cruzador de classe Ticonderoga, atribuído à 7ª frota dos EUA, com sede no Japão. Equipado com o Sistema de Combate Aegis, o navio serve como defesa antiaérea do porta-aviões USS Ronald Reagan. Está armado com duas armas de 5 polegadas além de sistemas de lançamento vertical de mísseis de defesa aérea, mísseis de cruzeiro, mísseis anti-submarinos, oito mísseis Harpoon e dois helicópteros MH-60R.
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