21 de abril de 2017

Navio-tanque a caminho de Nova Iorque alterou rumo por os preços da gasolina terem caído

Um navio-tanque carregado de gasolina, que navegava da Europa a caminho do porto de Nova York foi desviado para um centro de armazenamento do Caribe porque uma estreita janela de oportunidade para o transporte rentável para a costa leste dos EUA parece ter fechado, segundo “traders”.
Pelo menos 16 petroleiros para o transporte de cerca de 600 mil toneladas de mistura de gasolina da Europa para a Costa Leste foram reservados no início de Abril.
As importações para o porto de Nova York tendem a aumentar à medida que o verão se aproxima devido ao aumento da demanda. Na semana passada, os preços da gasolina nos Estados Unidos subiram para um pico de 20 meses, o que tornou rentável o envio de produtos para os Estados Unidos a partir da Europa.
Desde então, os preços da gasolina caíram para um mínimo de três semanas e enfraqueceram em relação aos preços futuros, tornando mais vantajoso esperar e manter o produto armazenado.
O spread entre futuros de gasolina para entrega em Maio contra entrega em Junho caiu para 0,44 centavos negativos por galão na quarta-feira.
Contudo, espera-se que os abastecimentos sejam retomados à medida que a forte procura latino-americana promova o fluxo da Europa e da costa do Golfo dos Estados Unidos, provavelmente, limitando os fluxos para a Costa Leste.

Além disso, a Nigéria vai aumentar os padrões de qualidade para a sua gasolina importada a partir de 01 de Julho, pelo que se pode esperar um fluxo para suprir estes fornecimentos.

Grupo Rickmers consegue acordo de reestruturação

Na quarta-feira, a empresa de navegação com sede em Singapura, Rickmers Holding, anunciou um acordo de reestruturação da dívida para a subsidiária Rickmers Group, graças, em grande parte, a um pacote de apoio do proprietário Bertram R.C. Rickmers.
A notícia é um alívio surpreendente para o armador em dificuldades, que anunciou na semana passada que iria encerrar a sua divisão Rickmers Maritime Trust com base nas perdas acumuladas no mercado de navios porta-contentores. As taxas de frete diárias melhoraram recentemente, aliviando as contas dos armadores, proprietários e operadores de contentores, além de uma nova auditoria de um revisor independente ter concluído que a firma pode fornecer mais valor aos credores sendo mantida em funcionamento.
Sob o novo arranjo, Bertram R.C. Rickmers reduzirá sua participação no Grupo Rickmers de 100% para 24,9%, permitindo que os principais credores – HSH Nordbank, obrigacionistas e, provavelmente, um banco adicional – assumam o saldo de 75,1% das acções da empresa. Ele também dará ao Grupo Rickmers um novo suporte monetário no total de US $ 10,7 milhões, renunciará a honorários por quatro anos e obterá um empréstimo adicional de US $ 10,7 milhões para atender a futuras necessidades de liquidez. Estas contribuições somam-se à injecção de capital de US $ 14 milhões que Rickmers fez no ano passado.
O acordo prevê a criação de uma nova holding, a LuxCo, que assumirá a actual participação e parte do empréstimo do HSH Nordbank. A LuxCo também se tornará accionista maioritária, com 75,1% de participação, e representante solidário autorizado a vender essas acções para recuperar fundos para os credores de Rickmers. Baseia-se no pressuposto de alívio adicional de outros credores, incluindo o diferimento de reembolsos, a libertação de fundos prometidos e uma redução das margens de juros.
De acordo com VesselsValue, a Rickmers Group vale, actualmente, US $ 740 milhões. A sua frota é maioritariamente composta por pequenos navios porta-contentores, com 35 navios de tamanho que varia de Feedermax a NewPanamax, além de dois porta-automóveis e de quatro MPPs. No último ano, o valor da sua frota caiu cerca de um terço, reflectindo o excesso de oferta e o lento crescimento da procura no mercado. A empresa, entretanto, vendeu, em Fevereiro, as operações de negócios de sua divisão Rickmers-Linie para a Zeaborn.
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Entretanto, já ontem, a Navios Maritime Partners L.P. (Navios Partners) (NYSE:NMM), uma empresa internacional proprietária e operadora de navios graneleiros e de contentores, anunciou que tinha chegado a acordo em adquirir toda a frota de porta-contentores da Rickmers Maritime Trust por cerca de 113 milhões de dólares.
A frota é composta por 14 navios porta-contentores, 11 dos quais são de 4.250 TEU e três de 3.450 TEU. A idade média da Frota é de 9,5 anos. Cinco dos navios de 4.250 TEU estão sob contrato de afretamento com vencimentos escalonados para 2018 e início de 2019, a uma taxa de fretamento diário líquido de 26.850 dólares.
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Exportações e Carga Contentorizada com crescimento recorde no Porto de Lisboa

No primeiro trimestre de 2017 as mercadorias embarcadas no Porto de Lisboa registaram um crescimento de 33%, consolidando e reforçando a posição do Porto de Lisboa como elo fulcral ao serviço das empresas exportadoras nacionais. Para este crescimento contribuiu fundamentalmente o aumento de 15% da carga contentorizada, em tonelagem e em número de TEU.
No total das mercadorias movimentadas neste período, de Janeiro a Março de 2017, o Porto de Lisboa movimentou 2,85 milhões de toneladas, registando assim um crescimento global de 10%, face ao período homólogo.
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O transporte de estrutura flutuante de 46 000 toneladas (video)

A partida da estrutura da maior plataforma Spar do mundo, Aasta Hansteen, desde o estaleiro Hyundai Heavy Industries, na Coreia do Sul, para a Noruega, ficou documentada em vídeo. A estrutura de 46 000 toneladas está a ser transportada no maior navio de transporte pesado do mundo, o Dockwise Vanguard. Este incrível vídeo da maior estrutura flutuante em operação no mundo é verdadeiramente espectacular!
Assista ao vídeo

Porto de Xangai, o mais movimentado do mundo, super-congestionado

O maior porto de contentores do mundo, Yangshan, no centro de negócios da China, em Xangai, está a lutar contra um grave congestionamento causado pelo denso nevoeiro e por volumes de carga mais elevados do que os habituais, em consequência da reorganização das alianças marítimas.
Mais de 100 navios porta-contentores aguardam agora fora do porto, onde o tempo médio de espera subiu na semana passada 6,2%, para as 18,2 horas, em comparação com a semana anterior, de acordo com a CargoSmart.
A CargoSmart disse que o nevoeiro começou no início de Abril e que o congestionamento tem vindo a piorar nos últimos dias, com poucas perspectivas de alívio. Os atrasos médios para os navios que chegam ao porto subiram entre 16 e 18 de Abril mais de 42%, em relação ao início do mês, para as 53 horas, segundo a mesma fonte.
“Estamos a desenvolver esforços para ajustar e coordenar todos os recursos do porto e poder oferecer aos clientes um serviço mais rápido” disse, entretanto, uma porta-voz do Shanghai International Port Group, que havia, anteriormente, na semana passada, sinalizado a situação em comunicado no seu website.
A linha de transporte de contentores alemã Hapag-Lloyd comunicou aos clientes, em aviso divulgado na quinta-feira, que estava a monitorizar a situação de perto e a trabalhar com o porto para minimizar os atrasos.
A linha dinamarquesa Maersk, pertencente à A. P. Moller-Maersk, também confirmou que alguns dos seus navios tinham sido afectados pelo congestionamento.
“Estamos a trabalhar de perto com os portos chineses para enfrentar quaisquer desafios operacionais e conseguimos manter um diálogo muito construtivo com os nossos parceiros terminais”, disse uma porta-voz da empresa, com sede em Beiijng.
Seja como for, a restruturação das alianças de transporte marítimo de contentores, envolvendo mais de 10 transportadoras marítimas, que incluem a Maersk, Hapag-Lloyd, COSCO Shipping e Yang Ming Marine Transportation e que entrou em operação em vigor em 1 de Abril, veio causar ajustes de rotas e colocar navios maiores em operação.
Os analistas também dizem que a procura por frete marítimo começou a melhorar depois de anos de estagnação, alimentando um aumento nos volumes e taxas.
Xangai tem sido o porto mais movimentado do mundo, em volume de contentores movimentados, desde 2010. O porto operou 37,1 milhões de TEUs no ano passado, um aumento de 1,6% em relação ao ano anterior, segundo comunicado ao mercado de valores no mês passado.
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Meganavios de 18.000 + TEU: irão cumprir o objectivo?

Há 56 navios porta-contentores acima dos 18.000 TEU encomendados e programados para entrega de Abril de 2017 até Junho de 2020. Os meganavios de contentores destinam-se, predominantemente, a navegar no tráfego Norte da Europa-Far East, comércio dominado por alianças de transportadores que foram recém-remodeladas.
Só para este ano têm entrega programada 19 navios deste tamanho, seguidos por outros 24 em 2018, 4 em 2019 e 9 em 2020.
A “luta corpo-a-corpo” pela quota de mercado entre as empresas transportadoras assistiu, no mês passado, à quebra de recordes por parte de dois desses gigantes do mar, com a entrega do MOL Triumph, de 20.150 TEU, no final de Março, seguido pelo Madrid Maersk, de 20.568 TEU, entregue no início de Abril.
O MOL Triumph já começou a operar no tráfego Ásia-Europa da Alliance em Abril, adstrito ao serviço FE2, tendo já escalado vários portos na sua viagem inaugural. O Madrid Maersk ainda está para entrar em serviço no mesmo tráfego pela aliança 2M. Os dois navios de contentores fazem parte de encomendas maiores, uma de seis e outra de onze navios ainda a serem entregues às duas das maiores companhias marítimas, a MOL e a Maersk Line, até 2018.
As empresas de transporte marítimo de contentores apressaram-se ao “festival” de encomendas destes gigantes em 2015, atraídas pelas economias de escala que os navios deste tamanho prometiam trazer; no entanto, com a mais recente desaceleração do mercado provocada pela oferta excessiva de tonelagem, maior capacidade só virá agravar.
Se qualquer destes navios virá a promover lucros isso vai depender, apenas, da implantação global de capacidade em cada rota para todas as empresas de linha regulares nesse tráfego. “Todos os navios porta-contentores, incluindo os navios de 18.000 TEUs, devem ter uma taxa de utilização bastante elevada da sua capacidade para conseguir lucros ao seu operador ", disse Peter Sand, analista-chefe da BIMCO, à World Maritime News.
“Os navios maiores têm uma operação mais onerosa, sendo que os benefícios das economias de escala só podem ser colhidos com navios cheios”.
Neil Dekker, Director de Pesquisa da consultora Drewry, disse que as economias de escala podem ser conseguidas “em graus diversos, por linha ou aliança, mas isso depende, em grande parte, das quantidades de carga alcançadas que, como se sabe, dependem do crescimento da carga disponível e das respectivas políticas comerciais das linhas”.
O desdobramento desses navios no Norte da Europa - Extremo Oriente provavelmente resultará em cortes adicionais nas viagens semanais na rota, de acordo com a consultoria holandesa Dynamar, a partir das atuais 17, a menos que aconteça um crescimento mais acentuado de volumes de carga. Estas viagens incluem o novo loop lançado pela 2M para abastecer as cargas adicionais da HMM e da Hamburg Sud.
“Há dez anos atrás, em 2007, havia 32 serviços semanais nesta rota, mantidos por 267 navios com uma média de 7.300 TEU”, disse a Dynamar.
Como explicado por Sand, ”a revisão” do tráfego NE-FE está, agora, na fase dois (ou três) – e a cascata de navios menores para os tráfegos secundários vai continuar. O ritmo deste cascatear dependerá do crescimento da procura”.
“A entrega destes novos navios vai continuar a aumentar o número de slots operacionais disponíveis, mês a mês, que, a menos que o crescimento da carga mantenha o ritmo, o que acabará por desequilibrar os pratos da balança da oferta e da procura, o que aumentará a pressão sobre as linhas para preencher as escalas (para poder manter factores elevados de carga) e que poderá levar à potencial erosão das taxas de frete do mercado spot”, disse Dekker.
O tamanho médio (nominal) dos navios no tráfego já atingiu os 15.000 TEU e isso vai continuar a aumentar à medida que os novos navios são entregues. O atraso nas entregas deste ano tem empurrado mais navios para 2018 e alguns outros para além de 2020.
A chegada próxima destes navios colossais vem num momento muito vulnerável para a indústria de transporte de contentores com as transportadoras a unir forças através da consolidação na tentativa de garantir maiores lucros.
O ano de 2016 funcionou como que um alerta à indústria de transporte de contentores, com as taxas de frete a mergulhar, em presença de sobrecapacidade e baixo crescimento do comércio, infligindo perdas em toda a linha. De acordo com as estimativas da consultora marítima Drewry, as perdas operacionais da indústria, em 2016, estiveram próximas dos 3,5 mil milhões de dólares americanos.
Mas parece haver uma luz no fim do túnel, com o ano de 2017 a prometer ser um ano de pequenos lucros para a maioria dos transportadores de contentores: “A perspectiva de curto prazo para as linhas de transporte de contentores parece boa, com o pior a parecer ter passado”, diz a Drewry.
“Para já e a longo prazo, com menos concorrentes graças à recente onda de fusões e aquisições e a maior capacidade de manipular o equilíbrio da oferta e da procura a seu favor, através de jogar com atrasos na construção, existe alguma folga”.
No entanto, a esperada recuperação do mercado de transporte de contentores pode ser demasiado fraca para permitir aos navios de mais de 18 000 TEU utilizarem a sua capacidade de transporte ao máximo. Cerca de 1,7 milhões de TEU de nova capacidade deverão ser lançados em 2017, de acordo com dados da Alphaliner, cuja entrega continua a ser um obstáculo importante para uma recuperação mais rápida do mercado.
Se ainda há espaço para esses meganavios no mercado é uma questão que continua em aberto.
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20 de abril de 2017

Piratas atacam rebocador na Nigéria e levam tripulantes

De acordo com o IMB Piracy Reporting Center, piratas armadas atacaram e embarcaram num rebocador offshore, na Nigéria, sequestraram oito membros da tripulação e escaparam.
No momento do incidente, às primeiras horas de 19 de Abril, o navio estava localizado a 10,8 milhas náuticas a sul de Brass. A Marinha da Nigéria respondeu ao incidente, tendo um tripulante sido ferido e evacuado por helicóptero. O nome do rebocador ainda não foi confirmado nem revelados mais pormenores.
Outro caso semelhante foi relatado pelo IMB, no mesmo dia, cerca de 59 milhas náuticas de Brass. Nove piratas num skiff aproximaram-se e dispararam contra um petroleiro em movimento.
Os tripulantes activaram o alarme e as bombas de incêndio, tendo a tripulação não-essencial recolhido à cidadela, enquanto o navio aumentava a velocidade e conduzia manobras evasivas.
O esquife foi visto a abortar a tentativa e a afasta-se, quando o comandante comunicou com o navio de escolta. Tripulação e navio-tanque estão em segurança.
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Aquário Vasco da Gama Liberta Peixes na Ribeira de Odelouca

No dia 27 de Abril, pelas 15h30m, vão ser lançadas na ribeira de Odelouca, em Monchique, 500 bogas do Sudoeste (Iberochondrostoma almacai).
Esta acção decorre no âmbito do projecto “Conservação ex situ de organismos fluviais” na qual este órgão da Marinha participa em parceria com o MARE-ISPA, a Quercus e a Faculdade de Medicina Veterinária com o objectivo de reproduzir e manter espécies ameaçadas de água doce da fauna e flora portuguesas para posterior libertação.
Estes peixes de água doce estão em perigo de extinção e o Aquário Vasco da Gama vai reintroduzi-los, numa altura em que estão reunidas “as condições favoráveis, porque há agua e as espécies estão na altura da desova”, afirma Fátima Gil, chefe do Serviço de Aquareologia do Aquário do Vasco da Gama.
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Primeiro Portal Português de Informação Marinha

Também, ontem, abriu o primeiro portal português de informação marinha na Internet com mais de 5 mil registos sobre espécies, geografia, geologia e pontos de interesse turístico.
A coordenadora do projecto, Teresa Rafael, afirmou que se trata de um portal aberto, cuja informação pode ser actualizada por entidades, instituições como universidades ou empresas que tenham informação de interesse sobre o que existe no mar português.
Visite o Portal e procure pelo manancial de informação valiosa que ele disponibiliza.
Portal Marítimo

Vídeo: a Convenção ILO MLC explicada

O vídeo produzido pela Associação de Armadores da Comunidade Europeia (ECSA) explica o papel da Convenção do Trabalho Marítimo. Esta Convenção sobre o Trabalho Marítimo (MLC) da OIT garante uma protecção mundial abrangente dos direitos dos marítimos e uma concorrência leal entre os Estados-Membros e os armadores.