4 de maio de 2022

Linhas de transporte alertadas sobre minas à deriva no Mar Negro

Marina, a Autoridade da Indústria Marítima, aconselhou os marítimos e empresas de navegação internacionais, bem como outras entidades marítimas, a ficarem atentos às minas à deriva no Mar Negro resultantes da guerra Rússia-Ucrânia. A Dinopol emitiu o Marina Advisory 2022-28 após um alerta de navegação (Navtex) da Turquia à navegação contra a ameaça de minas à deriva presentes na região do Mar Negro.

O aviso foi emitido para marítimos, oficiais e comandantes de navios, afretadores a casco nu, proprietários, operadores e gestores de navios e organizações e agências envolvidas.

O Ministério de Transporte e Infraestrutura da Turquia publicou um Navtex sobre minas supostamente à deriva no Mar Negro, especialmente ao largo dos portos de Ochakiv, Odesa, Yuzhny e Chornomorsk.

O Governo da Federação Russa informou a Organização Marítima Internacional a 5 de abril de 2022 sobre o encerramento de espaços marítimos no Mar de Azov e no Mar Negro.

Os russos enfatizaram que tais encerramentos foram realizados em conformidade com a Convenção LIN de 1982 sobre o Direito do Mar para oferecer segurança e proteção aos navios mercantes e membros da tripulação. No comunicado, alegam dever-se às medidas irresponsáveis ​​e perigosas adotadas pela Ucrânia, incluindo as atividades de colocação de minas das Forças Militares.

O secretário-geral da IMO, Kitack Lim, recebeu informações da Embaixada da Ucrânia no Reino Unido, mencionando que este configura um novo sinal da propaganda da Rússia para “branquear” o seu comportamento, manipulando o destino dos marítimos e navios bloqueados e bombardeados pela marinha russa.

Fonte 

 

1 de maio de 2022

Wärtsilä lança sistema de câmaras inteligente

Na segunda-feira (25 de abril), a Wärtsilä Voyage, parte do grupo de tecnologia Wärtsilä, anunciou o lançamento de seu Smart Panoramic Edge Camera System (S.P.E.C.S). Projetado para aumentar, significativamente, a segurança marítima, é um sistema que fornece percepção situacional nos 360 ​​graus, transmitida, diretamente e em tempo real, para a ponte.

Além de eliminar pontos cegos com câmaras digitais panorâmicas localizadas ao redor do navio, o S.P.E.C.S também pode fornecer uma visão panorâmica do navio e zonas circundantes (visão de helicóptero), o que é uma vantagem significativa ao atracar. As câmaras do sistema fornecem uma grade de alcance calibrada em torno do navio, fornecendo uma medição precisa das distâncias. Além disso, oferece uma visão de realidade aumentada conectando-se ao sistema de navegação para auxiliar na identificação de alvos e potenciais perigos.

 

    “A segurança é uma preocupação crescente no ambiente marítimo de hoje. Os navios tornaram-se cada vez maiores em tamanho e o volume de tráfego marítimo é maior do que nunca. Com o S.P.E.C.S, a tripulação da ponte tem uma visão perfeita do que está acontecendo ao redor do navio, todo o tempo. Isso leva a consciência situacional a um nível completamente novo e reduz bastante o risco de acidentes e danos dispendiosos”, diz Sasha Heriot, chefe de produto, sistemas de assistência, Wärtsilä Voyage.

 

Graças à visão completa – livre de pontos cegos – que oferece, o sistema S.P.E.C.S resolve desafios como a localização de pequenas embarcações, a monitorização de operações de rebocadores ou as possíveis imprecisões da atracação manual. Ao eliminar essa incerteza e fornecer uma consciência situacional quase perfeita, o S.P.E.C.S reduz muito os riscos tanto em portos movimentados, quanto em águas confinadas.

Fonte 

Viagens espaciais comerciais podem agravar a poluição atmosférica

Apesar da humanidade estar a alcançar um de seus objetivos mais desejados – o início do turismo espacial – com viagens comerciais à Estação Espacial Internacional (ISS), isso pode deixar uma herança nada agradável na Terra: poluição atmosférica. É que os lançamentos de foguetes provocam emissões de gases prejudiciais à atmosfera e poluentes.

As missões privadas geram poluentes e gases causadores do efeito estuda nos seus lançamentos. E apesar do seu impacto não ser tão grande quanto os da indústria aeronáutica global, será mais um problema a somar à crise climática.

A primeira das muitas missões planeadas pela NASA, chamada de Axiom-1, teve início no dia15. Nela, cinco homens de idade entre 52 e 71 anos pagaram cerca de US$ 55 milhões, cada um, pela passagem. O comandante da Axiom-1 afirmou não ser, ainda, turismo espacial, porque também foram realizadas pesquisas biomédicas.

No entanto, os impactos ambientais mencionados no começo do texto existem. Segundo Eloise Morais, professora da Universidade de Londres, o foguete utilizado para a missão tem dois níveis: o booster que contém a maior parte do combustível (cerca de quatro quintos) e retorna a terra para ser reutilizado, e um segundo nível, descartável.

Para impulsionar a nave até a estação, é necessária energia obtida a partir da reação de combustão entre querosene e oxigénio líquido – isso liberta subprodutos prejudiciais ao meio ambiente, gases que agravam os efeitos estufa: dióxido de carbono e vapor d'água.

No seu lançamento, um foguete liberta esses elementos e outros poluentes em mais de uma camada atmosférica. Nas médias e altas, podem persistir por anos pela menor quantidade de reações químicas em relação às mais baixas.

Tomando como exemplo os foguetes Falcon, da empresa de Elon Musk Space X, o combustível querosene dessas máquinas é constituído por uma mistura de hidrocarbonetos, que reagem com o oxigénio líquido, produzindo os gases atrás citados, além de partículas de fuligem, responsáveis pela forte absorção de raios solares.

A emissão da fuligem neste caso também não é tão elevada quanto na indústria aeronáutica, mas tem efeito potencializador nas camadas altas da atmosfera terrestre.

Outros elementos poluentes, como o óxido de azoto (NOx), também se formam no lançamento por razão das elevadas temperaturas. Ao entrar em contato com a camada de ozono na estratosfera, as suas partículas convertem o ozono em azoto, enfraquecendo-a.

Apesar de muito desejada e representar um passo de gigante para a humanidade, as viagens espaciais frequentes terão efeitos colaterais, potencialmente desastrosos, que devem ser estudados e solucionados. Mantê-las com as desvantagens citadas no texto pode alterar o clima na Terra e prejudicará, irreversivelmente, o avanço na reparação da camada de ozono.

Fonte