6 de novembro de 2020

Mesmo que Biden seja o presidente, EUA não terão novo acordo ambiental

Com a votação a pender para os Democratas, Joe Biden poderá tornar-se o 46º presidente dos Estados Unidos. No entanto, na perspetiva do aquecimento global a situação continuará desesperadora.

Sem o Senado, que provavelmente permanecerá nas mãos dos republicanos (embora o controlo ainda possa ser atingido com a contagem na Geórgia), a capacidade de Biden efetuar o tipo de mudança radical exigida pelo New Green Deal estará substancialmente reduzida. Mas, também, não ficará de “mãos atadas” – há extensas partes da sua agenda climática que poderá conduzir através do seu poder executivo.

Como parte da agenda política mais progressista de qualquer democrata na história recente, Biden elaborou um ambicioso plano para lidar com a mudança climática e respectivos efeitos. Ele promete um conjunto de padrões e incentivos para descarbonizar a eletricidade, transporte, indústria e outros setores poluentes; US $ 2 biliões em investimentos em energia limpa, infraestrutura e desenvolvimento comunitário; e uma série de medidas para garantir que as comunidades vulneráveis ​​– ​​aos efeitos da poluição e da mudança climática, ou vulneráveis ​​à transição dos combustíveis fósseis – sejam protegidas.

O foco de Biden em três temas – padrões, investimentos e justiça (SIJ) – reflete um amplo alinhamento do Partido Democrata com a justiça ambiental e com grupos de militância climática, tanto de esquerda como os moderados no Congresso. A mudança climática tem, consistentemente, sido a principal preocupação entre os eleitores democratas este ano, não apenas democratas jovens e comprometidos, mas também entre os eleitores hesitantes de Trump. Tem sido uma parte importante da campanha de Biden e serviu como argumento final em muitos estados indecisos.

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4 de novembro de 2020

Porta-contentores da ONE sofre colapso de contentores

O navio porta-contentores “ONE AQUILA” poderá ter perdido pelo menos 100 contentores no Pacífico Norte, a meio caminho entre a costa do Japão e os EUA, em condições de mar tempestuoso, aproximadamente nos 40ºN e 178E na manhã de 30 de outubro, quando seguia para o porto de Long Beach. O navio refez rumo por estibordo e aumentou a velocidade para manter o vento e mar pela alheta de estibordo, na tentativa de reduzir o impacto do clima adverso.

Considerando a situação do navio e vários outros fatores, o mesmo foi redirecionado para o Porto de Tacoma.

Navio porta-contentores “ONE AQUILA”, IMO 9806043, dwt 138611, capacidade 14026 TEU, construído em 2018, bandeira Panamá, operador NYK.

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EUA retiram-se formalmente do acordo de Paris

Os EUA tornaram-se, oficialmente, a primeira nação a desistir do acordo climático de Paris, mesmo que o resultado da corrida presidencial do país permaneça indeterminado.

O presidente Trump anunciou a saída em junho de 2017, mas os regulamentos da ONU obrigaram a que sua decisão só entrasse em vigor hoje, um dia após a eleição nos Estados Unidos.

Os EUA poderão voltar a aderir a ele no futuro, caso um presidente o decidir fazer.

O acordo de Paris foi elaborado em 2015 para fortalecer a resposta global à ameaça das mudanças climáticas, com o objetivo de manter o aumento da temperatura global, neste século, 2ºC abaixo dos anteriores níveis de temperaturas pré-industriais.

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